Focos de calor aumentam em Roraima
2007-01-17
O diretor de Monitoramento e Controle Ambiental da Femact, Alziro Messa de Andrade Filho, disse que normalmente no mês de dezembro e até final de janeiro, período de mais seca, a tendência é aumentar os focos de calor devido à falta de chuva, mas nada que seja considerado anormal. Dos 16 focos de queima detectados na segunda-feira (15/1) pelo satélite NOAA-12 em todo o Brasil, quatro eram em Roraima.
“Não tem nada no momento que preocupe demasiadamente, em nível de tomar alguma providência emergencial de cancelamento de queima controlada. Mas estamos em alerta devido às previsões que o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) tem feito com relação à possibilidade de tragédias, incêndios florestais no ano de 2007 no Estado”, disse.
As previsões levaram a Femact - Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia a convocar reunião do Comitê Estadual de Prevenção e Controle de Queimadas e Combate a Incêndios Florestais, que se reuniu final em 2006, definindo parâmetros para entrar em ação, caso haja alguma emergência.
Segundo Messa, ficou definido que as instituições que integram o comitê vão trabalhar em função da reativação das brigadas municipais de combate a incêndio. Hoje elas dependem quase exclusivamente de recursos federal, estadual ou mesmo internacional, para voltarem a funcionar.
Outra ação é o controle diário dos focos de calor, através de satélite, para que o comitê e a própria Defesa Civil possam monitorar os locais com focos de incêndio. Messa afirmou que esse trabalho começou desde ano passado. “Temos equipe que trabalha na Divisão de Monitoramento, exclusivamente para atender essa finalidade”.
A função básica do Comitê Estadual de Prevenção e Controle de Queimadas e Combate a Incêndios Florestais é a organização, controle e planejamento no combate a possíveis tragédias florestais. Compõem as entidades: Corpo de Bombeiros, Ibama, Femact, Defesa Civil, Embrapa, Secretaria Estadual de Agricultura, Funai, Incra e Iteraima.
(AmbienteBrasil, 17/01/2007)
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=28957