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sustentabilidade e capitalismo
2006-04-06

A preocupação com o meio ambiente e com as questões sociais atingiu um novo patamar nas empresas. Até pouco tempo, as companhias se limitavam a adotar controles mais rígidos ou fazer programas isolados de assistência social ou preservação ambiental. Agora, empresas de grande porte estão indo além: resolveram incorporar essas questões à sua estratégia de negócio. Estão mudando sua linha de produtos, acreditando que o consumidor dará cada vez mais preferência a quem tiver maiores cuidados socioambientais.

Uma das empresas que adotaram o conceito de sustentabilidade empresarial é a Henkel, que produz adesivos e cosméticos. A empresa é dona de marcas como Loctite, Super Bonder e Tenaz. A companhia se apóia em inovação tecnológica: só no ano passado investiu 324 milhões em pesquisa e desenvolvimento e tem avançado em campos como biotecnologia e nanotecnologia. De acordo com Wolfgang Gawrisch, diretor de tecnologia e presidente do Conselho de Sustentabilidade da Henkel, a nova estratégia concilia negócios e preocupação ambiental, com produtos ecológicos e processos de produção mais limpos.

Na prática, a empresa tem desenvolvido produtos, como adesivos e produtos para tratamento de superfícies, solúveis em água e livres de metais pesados. Um exemplo é o Bonderit NT1, revestimento para proteção de superfícies de aço e alumínio, com nanotecnologia aplicada e desenvolvida sobre uma base ecológica. A empresa tem aplicado biotecnologia também em detergentes para limpeza doméstica, por meio de enzimas especiais que ajudam a remover os resíduos de gordura e são menos poluentes, por serem biodegradáveis. Outro foco de pesquisa são novos produtos químicos para compor a estrutura de aeronaves. Mais leve, o material ajuda a economizar combustível.

"O principal desafio da indústria química hoje é a escassez de recursos naturais, em um mundo que caminha para 10 bilhões de habitantes. Temos que produzir mais com menos recursos", diz o executivo. Segundo ele, em um cenário com mais consumidores, em especial nos mercados emergentes mais significativos - Brasil, Rússia, Índia e China - as empresas mais inovadoras é que vão sobressair.

"A estratégia hoje é reforçar a liderança de mercado com inovações, mas sempre com um apelo sustentável", diz Gawrisch. Ele cita números de gestão ambiental do grupo, que teve um aumento de 20% na produção, ao mesmo tempo que reduziu em 13% as emissões de dióxido de carbono (causador do efeito estufa) e produziu 35% a menos de resíduos por tonelada produzida. No ano passado, as vendas foram de 11,9 bilhões.

MUDANÇA DE RUMO
Outro exemplo do mesmo setor é a americana DuPont, que vem mudando sua estratégia de negócios para atender às demandas da sociedade no futuro. A empresa, que começou em 1802 como fabricante de pólvora e explosivos, viu oportunidades de negócios na emergente indústria química e lançou inovações como o fio de poliamida e o teflon. Em meados da década de 1980, a DuPont criou um negócio lucrativo com a venda de substitutos para os gases refrigerantes clorofluorcarbonetos ( CFC), responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Hoje a empresa direciona seus investimentos para a área de biotecnologia e impôs a si mesma metas severas para reduzir seu impacto global. A meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 65% até 2010 foi alçanda em 2003, e com vantagens. "No esforço para reduzir as emissões, obtivemos benefícios reais, inclusive uma economia de custos superior a US$ 2 bilhões, em virtude de processos de conservação de energia", afirma Charles O. Holiday Jr., presidente da DuPont.

Para Silvana Pereira de Aguiar, coordenadora do Fórum de Inovação da Fundação Getúlio Vargas, empresas com uma cultura de inovação em seu cerne não se importam em mudar o direcionamento dos negócios. "A mola propulsora das empresas é o mercado."
(O Estado de S. Paulo, 05/04/06)


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