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2005-02-21
Por Cyrille Bellier *

A produção de relatórios extrafinanceiros (chamados internacionalmente de relatórios de sustentabilidade), como balanços sociais e ambientais, já está se tornando uma prática anual para muitas empresas brasileiras. O relatório é a ferramenta de comunicação que possibilita o entendimento e acompanhamento do desempenho das empresas em suas várias dimensões. O Relatório de Sustentabilidade pode ser entendido como uma ampliação de escopo – para refletir as dimensões social e ambiental - dos atuais Relatórios Anuais, que contém informações sobre a estratégia e desempenho econômico e financeiro da empresa. Esse esforço de relato das organizações responde a uma demanda de transparência crescente quanto à maneira de dirigir seus negócios e de atuar de forma responsável em relação à sociedade e ao planeta.

Como uma prática razoavelmente recente, a publicação destes relatórios enfrenta algumas dificuldades, como, por exemplo, a falta de padronização e quantidade enorme de normas, leis e princípios de atuação social e ambiental, além de vários procedimentos de certificação. Apesar do lançamento de guias de elaboração, como o Guia de Elaboração de Relatório e Balanço Anual de Responsabilidade Social Empresarial do Instituto Ethos e internacionalmente do Global Reporting Initiative (GRI), a elaboração de um relatório de sustentabilidade é um exercício complexo. Frente às várias normas sociais e ambientais que estão sendo desenvolvidas e lançadas internacionalmente (ISO, SA8000, AA1000, entre outras), às iniciativas, como o Global Compact, e às necessidades de implantação de sistemas de informação ricos em indicadores, mas desconectados da Responsabilidade Social Corporativa, as empresas se perdem e têm dificuldades para encontrar o caminho da produção de relatórios de qualidade.

O reflexo dessa situação é que, em geral, os relatórios nacionais estão ainda muito focados em projetos sociais e a identificação dos impactos e das políticas de Responsabilidade Social Corporativa elaboradas, em conseqüência, pouco presente. Isso tende a desvalorizar a ferramenta relatório frente a seus públicos potenciais e limita a sua utilização como ferramenta de gestão ou de engajamento. Para construir e melhorar seus relatórios extrafinanceiros, as empresas precisam entender suas necessidades frente aos desafios de seus negócios como um todo, integrando nestes desafios as questões sociais, ambientais e de governança. Antes de comparar os relatórios a benchmarks usuais e levantar gaps, é preciso identificar e construir o benchmark ideal para a empresa, levando em consideração suas necessidades, objetivos e peculiaridades.

O Relatório de Sustentabilidade é, antes de tudo, o reflexo do andamento da empresa no caminho da Sustentabilidade. Além de uma peça de comunicação destinada à análise dos stakeholders da empresa, ele é também uma excelente ferramenta de gestão interna, pois permite medir, de maneira dinâmica, a evolução da empresa em relação a seus objetivos, constatar e corrigir erros de direcionamento ou de estratégia, e definir e quantificar um esforço através do tempo. Um relatório bem elaborado pode tanto influenciar o comportamento e as decisões dos stakeholders, quanto permitir engajá-los, tornando-se uma ferramenta de gestão essencial à conduta de uma estratégia de Desenvolvimento Sustentável.

* Cyrille Bellier, formado em Administração de Empresas, com ênfase em Marketing, pela Business School de Dijon (ESC Dijon) na França, é consultor da Atitude – Gerando Resultado Sustentável.

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