(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
2004-07-14
O reconhecimento do amianto, ou asbesto, como resíduo perigoso, ocorrido semana passada na reuniao do Conama, pode ser o primeiro passo no cumprimento de uma promessa do governo Lula. Em março desse ano, o Ministério do Trabalho anunciou que iria fixar um prazo para banir o uso dessa matéria prima no país. — A comunidade científica e do trabalho entende que o amianto faz mal à saúde, declarou Alencar Ferreira, secretário-executivo do Ministério. A decisao, se levada a cabo, fará do Brasil o trigésimo sétimo país a proibir o uso desse mineral (veja tabela).
Mas na prática o problema está longe de ser solucionado. — Temos o direito de explorar a mina por 60 anos. Se o governo banir o amianto, terá de se responsabilizar por isso, afirma Rubens Rela Filho, diretor geral da Sama, única mineradora de asbesto do país e ligada ao grupo Eternit. O Brasil atualmente é o quarto produtor mundial do produto atrás apenas da Rússia, China e Canadá. Segundo o diretor da Sama, os 32 mil habitantes da cidade de Minaçu em Goiás dependem das 213 mil toneladas do minério que a empresa extrai dali anualmente. — Se o governo proibir o uso do amianto, a cidade fecha, garante Rela Filho.
Outro empecilho é representado pela empresas que industrializam o mineral. Elas alertam para o aumento de custos com a necessidade de substituicao. Um dos setores mais afetados pelo banimento deve ser o de fibrocimento, especialmente na produção de telhas e caixas-d água, produtos que sozinhos movimentam cerca de R$ 1 bilhão por ano. A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro) não acredita que o governo Lula consiga acabar com o uso do amianto. — Já se falou nisso em outras oportunidades, mas não foi para a frente, pois os projetos foram considerados inconstitucionais, afirma João Carlos Duarte Paes, presidente da associação.
Em outros setores a apreensão também é grande. A Carbocloro, indústria que usa o minério para a produção de soda e cloro, já testa um substituto - um material cerâmico, 15 vezes mais caro que o amianto. — Três empresas usam o minério no nosso setor. Substituir essa matéria-prima custaria milhões de dólares. As mudanças tecnológicas seriam caríssimas, alerta Mario Cilento, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Cloro e Derivados (Abiclor), setor que emprega diretamente cerca de 13 mil pessoas e fatura US$ 660 milhões/ano.
Para os que defendem a medida, o maior prejuízo é o causado na saúde das pessoas pela exposição ao produto. — Se pensarmos nas ações de indenização em outros países, podemos dizer que no Brasil custa muito pouco matar e incapacitar permanentemente trabalhadores por doenças relacionadas ao amianto, compara a auditora-fiscal do Ministério do Trabalho, Fernanda Giannasi. Lotada em São Paulo, ela atua desde 1983 com trabalhadores afetados pela indústria do amianto, sendo hoje considerada a maior autoridade brasileira no assunto. — Apenas na Ação Civil Pública que temos na justiça de São Paulo contra a Eternit (veja nota anexa) contamos 2.500 ex-trabalhadores com sérios problemas de saúde e que a empresa se recusa a assumir, exemplifica ela.
Um grupo técnico e uma comissao interministerial, formados a partir do anúncio feito em marco, devem concluir nos próximos dias um diagnóstico preliminar do passivo do amianto no Brasil. Com base nos dados desse documento e das negociacoes políticas no Congresso Nacional é que será estipulado o prazo e a forma para o banimento.

desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -