(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
emissões de co2 fontes alternativas crescimento econômico
2012-04-13

As nações ricas que mais "descarbonizaram" suas economias foram as que investiram em fontes limpas, porém, boa parte da redução da emissão de carbono por unidade do PIB se deve à migração de indústrias para países emergentes

Quando se fala em reduzir a intensidade de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB), nada é mais eficiente do que substituir os combustíveis fósseis por fontes limpas de energia. Esta é a conclusão de uma análise realizada pelo Breakthrough Institute, um centro de pesquisas independente fundado em 2003, chamada “Descarbonização Nacional, 1971 – 2006”, que avaliou a “descarbonização” dos 26 países que formam a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD).

Segundo o Instituto, a taxa média de redução na intensidade de carbono dos países membros da OECD no período foi de 1,5% ao ano, bem abaixo dos 4% recomendados pela Agência Internacional de Energia (AIE) como o necessário para se evitar as piores consequências das mudanças climáticas. A média mundial entre 1971 a 2006 seria de 1,3%.

O país que melhor limpou sua economia foi a Suécia, com uma redução de 3,6% ao ano. Já o pior resultado ficou com Portugal, que teve um aumento anual de 0,7% em sua intensidade de carbono. Outros países que apresentaram resultados de destaque foram Irlanda, 3,2%, Reino Unido e França, 2,8%, e Bélgica, 2,6%. A Alemanha registrou 2,5% ao ano e os Estados Unidos 2,3%.

Dos cinco países que mais “descarbonizaram”, Suécia e França o fizeram limpando sua matriz energética, enquanto Irlanda e Reino Unido foram na realidade ajudadas pela migração de suas indústrias para outros países. O resultado da Bélgica seria em parte causado pelos dois fatores.

Em seguida da crise do petróleo dos anos 1970, os governos da Suécia e da França começaram uma transformação em sua geração de em energia, principalmente investindo em nuclear e hidroelétrica. Mais recentemente os suecos também começaram a apostar em fontes alternativas, com a biomassa sendo a primeira opção em sistemas de aquecimento.

"Outsourcing"
A questão mais polêmica apresentada pela análise é a queda da intensidade resultante da migração de indústrias poluentes e de grande demanda energética de países como o Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos para as nações emergentes, como China e Brasil, um processo conhecido como “outsourcing”.

Por exemplo, a Irlanda passou nos últimos 30 anos por uma transformação, deixando de ser um centro agrícola para uma economia baseada em serviços. Assim, sua intensidade de carbono caiu significantemente, porém o efeito disso acaba sendo nulo, porque essas emissões simplesmente mudaram de endereço.

O mesmo pensamento é válido para todo o Reino Unido e para os Estados Unidos, sendo também uma das causas para os problemas econômicos dessas nações. Nos EUA, a fatia da manufatura na economia caiu 45% desde 1971 e as importações cresceram 200%.

Um estudo de 2011, chamado "Crescimento da transferência de emissões via comércio internacional entre 1990 e 2008", já afirmava que as emissões relacionadas com mercadorias produzidas em países em desenvolvimento são muito maiores do que os cortes obtidos pelas nações ricas sob o Protocolo de Quioto que importam esses produtos.
 
De acordo com Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), as nações mais ricas  reduziram em média 2% de suas emissões entre 1990 e 2008, mas se for considerada a importação de mercadorias, na realidade houve um aumento de 7%.

(Por Fabiano Ávila, Instituto CarbonoBrasil, 12/04/2012 )


desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -