(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
parques eólicos do rs potencial eólico brasileiro
2011-06-20 | Tatianaf

A geração eólica pode, em breve, ter que pagar um novo tributo. Está tramitando na Comissão de Minas e Energia da Câmara o projeto de lei 1214/11 da deputada federal Gorete Pereira (PR-CE) que prevê a compensação financeira aos entes públicos pelo aproveitamento dessa fonte. Empresários familiarizados com o setor são contrários à iniciativa.

Conforme a proposta da deputada, a compensação financeira será de 6% sobre o valor da energia produzida, paga aos estados (45%) e municípios (45%) onde estão instalados os complexos eólicos, aos ministérios de Minas e Energia (3%) e Meio Ambiente (3%) e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (4%). Estará isenta do pagamento a energia elétrica produzida pelas instalações geradoras com capacidade nominal igual ou inferior a 100 kW e a gerada e consumida para uso privativo de produtor (autoprodutor), no montante correspondente ao seu consumo próprio no processo de transformação industrial.

Para justificar a sua ideia, Gorete sustenta que a implantação dos parques eólicos dificulta a exploração de outras atividades econômicas nas áreas afetadas. “Paisagens naturais sofrem interferências visuais e sonoras”, enfatiza a deputada. Ela acrescenta que o turismo é especialmente prejudicado, com reflexos adversos na renda e emprego. Outro ponto salientado é que as usinas eólicas não têm necessidade de aquisição de combustíveis, o que torna o custo operacional de geração baixo. Por isso, a parlamentar considera que o pagamento de 6% é um encargo pequeno a se pagar pela utilização desses recursos energéticos.

A opinião da deputada não é compartilhada pelos empresários que acompanham o segmento. “Um setor novo e em desenvolvimento no Brasil não deve ser taxado, mas sim incentivado”, defende o presidente da Ventos do Sul Energia, Telmo Magadan. Além dos custos de construção das usinas, ele ressalta que as tributações na área de energia já são elevadas. O dirigente, que também é coordenador da Divisão de Infraestrutura, Energia e Comunicações da Federasul, comenta que os parques eólicos não são empecilhos para as atividades agrícolas e de turismo. Magadan afirma que é justamente o contrário, os complexos servem para atrair turistas interessados em ver a operação dos cata-ventos.

O sócio da Guapo Capital Group (empresa com foco na intermediação de fusões e aquisições) Nelson Proença concorda com Magadan. O executivo, que foi secretário de Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul, também aponta os aerogeradores como um atrativo turístico e sem grandes impactos. “Precisamos desonerar a energia e não encarecê-la”, sustenta Proença. Ele pondera que, se a cobrança acabar onerando a eletricidade, isso se refletirá em toda a cadeia produtiva que utiliza o insumo.

Já o prefeito de Osório, onde estão instalados os parques eólicos da Ventos do Sul, Romildo Bolzan Júnior, argumenta que o projeto de lei é mais direcionado para a situação do Nordeste do Brasil, onde se alega que as terras ficariam mais prejudicadas. De acordo com ele, no Rio Grande do Sul os parques eólicos integram-se às paisagens locais e o fundamento principal da regulamentação, nesse caso, não se aplica. “Mas, se viesse essa tributação para Osório, seria produtivo, embora, para a ampliação do parque, o município tenha aberto mão do ISS da obra, porque a sua expansão trará aumento do ICMS”, relata o prefeito.

(Por Jefferson Klein, JC-RS, 20/06/2011)


desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -