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energia nuclear no brasil emissões de co2 emissões de gases-estufa
2011-02-28 | Tatianaf

Estudo elaborado para a Eletronuclear pela Ecen Consultoria, divulgado hoje (25) no Rio de Janeiro, aponta que a participação de 7,3 gigawatts (GW) de energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2030 reduzirá as emissões de gases poluentes na atmosfera em 19%. Isso corresponde a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixarão de serem lançados na atmosfera.

O aumento da presença da energia nuclear na cesta de geração do SIN é previsto no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE). Hoje, a participação da energia nuclear alcança em torno de 2 GW. A essa geração se somarão os 1,3 GW previstos para a Usina Nuclear Angra 3 e mais 4 GW adicionais, referentes às quatro novas unidades nucleares projetadas pelo Plano Nacional de Energia 2030.

A Consultoria Ecen faz o inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa para o Ministério de Minas e Energia. Por essa razão, ela foi contratada pela Eletronuclear para elaborar um estudo específico para o Brasil, comparando as emissões de gases de efeito estufa no ciclo nuclear com as de outros ciclos de combustível na geração de eletricidade. A informação foi dada hoje (25) pelo assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães. “O resultado é extremamente positivo.”

O estudo mostra que sem a participação da energia nuclear, as emissões de CO2 seriam maiores. “Sim, porque a alternativa de substituir a energia nuclear no PNE seria energia térmica via carvão importado”. De acordo com o levantamento, pode-se considerar que dentre os ciclos de combustível analisados do petróleo, do gás natural, do carvão mineral e da produção de bagaço da cana, a energia nuclear ainda é a mais limpa e a que emite menos.

Uma das conclusões é que “do ponto de vista da redução de gases de efeito estufa, é positivo para o Brasil produzir energia via usinas nucleares”, admitiu Guimarães.

Ele disse que o Brasil precisa de uma grande expansão da geração elétrica porque, atualmente, “o nosso consumo per capita de eletricidade é o 90º consumo mundial, é metade do que Portugal consome atualmente, é menos do que a média mundial e bem menos do que o Chile e a Argentina.”

O consumo atual por brasileiro é de pouco mais de 2.000 quilowatts- hora por ano (kWh/ano). Nos países desenvolvidos, o consumo mínimo é de 4.000 kWh/ano. Nos países de desenvolvimento recente, como Portugal, Espanha e Coréia do Sul, o consumo per capita atinge 4.500 kWh/ano, 5.600 kWh/ano e 6.400 kWh/ano, respectivamente, de acordo com dados da Eletronuclear..

Guimarães assegurou que se o Brasil pretende alcançar o desenvolvimento econômico e social, ele precisará ter uma oferta de eletricidade muito maior. “Há forte correlação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e consumo per capita de eletricidade. Então, para possibilitar o crescimento de IDH brasileiro, você tem, necessariamente, que aumentar a oferta.”

Segundo o assistente da presidência da Eletronuclear, o carro chefe do aumento da oferta continua sendo a energia hidráulica. Ele afirmou, porém que, em paralelo, conforme prevê o Plano Nacional de Energia, o Brasil deve ampliar a geração das outras fontes renováveis, em especial energia eólica e de biomassa.

“Só que exclusivamente a hidreletricidade, a biomassa e a energia eólica não são suficientes para garantir esse aumento da oferta necessário. O Brasil também tem que lançar mão de expandir o seu parque de geração térmica”. Nesse contexto, o país conta com a energia nuclear e o gás natural e, em menor escala, com o carvão.

“A energia nuclear tem um atrativo especial, na medida em que ela não emite CO2, como mostra o estudo”. Guimarães disse que o objetivo principal do levantamento não foi confirmar as vantagens da energia nuclear em termos de fonte limpa de geração de energia. “Todo mundo sabe disso. O ponto é fazer um estudo específico para as condições brasileiras”. O estudo comprova que das várias fontes de geração de energia, a nuclear é a que emite menos. “Muito menos. São diferenças gritantes.”

(Por Alana Gandra, Agência Brasil, 28/02/2011)


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