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chuvas e inundações passivos de barragens
2011-01-31

Uma comunidade inteira amendrontada pelo risco iminente do transbordo de uma represa. Essa é a realidade de pelo menos 200 famílias que vivem na Vila Herdeiros, na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. A área, uma Unidade de Conservação, integra o Parque Saint Hilaire e fica quase na divisa com o município de Viamão.

A situação não é de hoje, como explica Roselaine da Silva, moradora. “Há mais de 40 anos enfrentamos esses problemas aqui. Já vimos enxurradas levando tudo que encontravam pelo caminho”, relata. A moradora lembra como se fosse hoje da última tragédia que abalou a comunidade. “Foi no dia 2 de maio de 2008, quando as chuvas fizeram a barragem subir uns cinco metros (acima de seu nível normal). Sai da minha casa com água na cintura”, conta.

Preocupado com a realidade dessas famílias, o vereador Adeli Sell foi recebido na última semana por cerca de 60 moradores que vivem o medo da tragédia toda vez que uma nuvem escura aparece no céu.

“Eles sofrem não apenas com a possibilidade das catástrofe naturais. Vivem outras tragédias, como a do mosquito da dengue, ratazanas, toda sorte de peçonhentos, além do fedor insuportável em dias de sol quente”, disse Adeli, que ao tomar conhecimento da situação, preparou um dossiê, com relatos e fotos do local, e enviou para o prefeito José Fortunati, solicitando uma reunião. Como seu pedido não foi aceito, organizou a ida de um grupo de vereadores até o local. Eles estiveram na Vila Herdeiros na manhã desta sexta-feira (28.01) e encontraram uma comunidade organizada e ávida por melhorias.

Câmara na Comunidade
O sol escaldante desta sexta-feira contrastava com os dias de chuva e inundações que frequentemente assolam a região. “Em dias de pouca chuva, como hoje, não passa de um valão esse córrego que, se receber chuvas torrenciais, se tornará violento e não haverá margens para segurar a água, que virá cruel e furiosa, além de toneladas de aguapés e assemelhados”, disse o vereador Adeli Sell aos demais companheiros do Legislativo.

Como em toda a região em que o lixo ou não é retirado ou não tem educação ambiental, os espaços com sujeira, lixo e entulhos são enormes. No meio deste cenário, crianças brincam mostrando desconhecer o perigo. Para agravar a tragédia, o risco das plantas exóticas, como os três eucaliptos que estão prestes a desabar e matar pessoas. Ingredientes perfeitos de uma tragédia anunciada.

“Estamos muito apreensivos”, afirma Almídio Martins, morador. “Já reconstruímos essas pontes pelo menos umas 5 vezes. Até hoje só tivemos perdas materiais”, conta ele, que cobra uma atitude do Executivo. “Me parece que as autoridades estão esperando que aconteça alguma vítima fatal para tomar providências”.

Após conferir o drama vivido pelos residentes da rua João Antônio Lopes, os vereadores Adeli Sell, Toni Proença (PPS) e Sofia Cavedon, presidente da Câmara, acompanhados de moradores e funcionários do Executivo foram ver de perto o risco que a barragem Saint Hilaire oferece à comunidade.

No trajeto pela estrada de chão, muito mato e lixo, pontes improvisadas e ruelas  completamente assoreadas.

“Aqui passavam carros antigamente. Hoje o espaço que temos para caminhar é de menos de um metro”, explica Antônio Benites, que cobra a retirada do lixo acumulado na nascente do Arroio Dilúvio e o monitoramento da vegetação existente na barragem, conhecida como marrequinhas do banhado.

A preocupação dos moradores é pertinente e é respaldada pelo vereador Adeli Sell. “Essa represa, tomada de vegetação e toneladas de aguapés, poderá se romper assim que uma chuvarada atingir Porto Alegre e a tragédia, anunciada, ceifará vidas, como ocorreu recentemnete na região serrana do Rio”, disse Adeli.

Este cenário, segundo o parlamentar,  poderá ser evitado com uma ação rápida, eficaz e ousada da Prefeitura.

Calamidades
As enchentes, que preocupam a comudidade da Vila Herdeiros, são resultado de um longo processo de modificação e desestabilização da natureza por forças humanas, que acompanha o crescimento rápido e não planejado da maior parte das cidades.  Antigamente, as várzeas (margens dos rios) faziam o controle natural da água. O solo ribeirinho era preparado para ser inundado nas épocas de cheia, absorvia boa parte da água que transbordava e utilizava seus nutrientes. Hoje, quase todas as várzeas nas áreas urbanas se encontram ocupadas. Também uma imensa área às margens dos rios foi impermeabilizada pelo concreto, o que aumenta o volume de água a ser escoado.

Em áreas rurais ocorre com menos freqüência, pois o solo bem como a vegetação se compromete a fazer a evacuação da água pela sucção da mesma provocando menores prejuízos. Normalmente ocorre com menos força não atingindo consideráveis alturas que provocariam a perda de alimentos armazenados, de máquinas e outros objetos. Já nas áreas urbanas, ocorre com maior freqüência e força trazendo grandes prejuízos. Acontece pela interferência humana deixando assim de ser uma calamidade natural.

A interferência humana ocorre em vários estágios começando pela fundação de cidades em limites de rios, pelas alterações realizadas em bacias hidrográficas, pelas construções mal projetadas de diques, bueiros e outros responsáveis pela evacuação das águas e ainda pelo depósito errôneo de lixo em vias públicas que, com a força das águas, são arrastados causando o entupimento dos locais de escoamento de água (bueiros e galerias).

(Assessoria do Vereador Adeli Sell, 30/01/2011)


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