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água potável tratamento de esgoto política ambiental do Peru
2010-10-27 | Tatianaf

A água é um bem essencial para a sobrevivência humana. Contudo, ainda hoje é negado a milhares de pessoas o direito de ter acesso à água limpa. No Peru, cerca de 10 milhões de pessoas enfrentam o flagelo da sede. Apenas na cidade de Lima este número chega a mais de dois milhões de pessoas, situação que obriga famílias inteiras a saciar suas necessidades com água imprópria para o consumo.

Para isso, o movimento ‘Peruanos Sem Água’ realiza, amanhã (27), uma marcha até o Congresso da República a fim de exigir que o governo cumpra sua promessa de ‘água para todos’.

A falta de uma rede de esgoto também assombra o país, em especial as populações mais pobres e esquecidas que habitam as favelas. A união desses fatores não poderia resultar em uma realidade diferente, que não em doenças e mortes devido às péssimas condições de sobrevivência. Estima-se que, todos os anos, no Peru, morram mais de 3.600 pessoas, em sua maioria crianças, afetadas pelo consumo de água contaminada.

Além dessa falta de respeito e negação de direitos básicos, peruanos e peruanas também sofrem exploração quando precisam comprar a água. Atualmente, se cobra de uma determinada camada da população, 10 vezes mais que o valor estipulado pelo metro cúbico de água. Regiões pobres chegam a pagar quatro dólares pelo metro cúbico, enquanto regiões ricas pagam 60 centavos pela mesma quantidade.

Pagar pela água ainda não é uma garantia de que esta virá limpa, tratada e própria para o consumo humano. Muitos carros-cisterna vendem água contaminada por "bactérias coliformes, partículas de fezes, arsênico e águas residuais retiradas de rios, nascentes e valas cada vez mais poluídas".

A inconformidade com todos esses problemas e a necessidade de chamar atenção do poder público federal e municipal para o flagelo da falta de água fez surgir em 2005, em Lima, a organização ‘Peruanos sem água’, constituída por um grupo de habitantes de assentamentos humanos esquecidos e sem acesso à água e esgoto.

Para falar sobre a atuação nacional e internacional da organização e esclarecer um pouco mais a dimensão do problema de saneamento nas comunidades pobres do Peru a Adital conversou com Abel Cruz, presidente de ‘Peruanos sem água’.

Adital - Como surgiu o Movimento ‘Peruanos Sem Água’, quais são seus objetivos?
Peruanos Sem Água -
Surgiu há exatamente cinco anos, nos assentamentos humanos de Lima e Callao. Nossa organização foi a que colocou na agenda nacional o tema da água e do esgoto. Graças a nós e a nossa pressão, este governo está tratando de realizar obras, mas essas não estão bem canalizadas e, além disso, há muita politicagem e aproveitamento da nossa pobreza. O objetivo principal é dotar todo o Peru dos serviços básicos de água e esgoto. Isso não pode ser um privilégio para algumas pessoas. Si se trata de dinheiro não podemos nós, os mais pobres, seguir pagando por água contaminada a soma de quatro dólares por metro cúbico que é o preço que compramos dos carros-cisterna, e por água de procedência duvidosa que outros compram do Sedapal e outros tiram de poços, enquanto pessoas ricas de outros distritos como Miraflores San Isidro pagam por metro cúbico a soma de 60 centavos de dólar. Veja você essa diferença extremamente profunda.

Adital - Qual a dimensão do problema de saneamento básico na população? Há estimativas de quantas pessoas são afetadas por este problema?
Peruanos Sem Água -
A dimensão do problema é muito grave, há em todo o Peru mais de 10 milhões sem água. As cidades maiores no Peru estão em toda a costa. Por consumir água não apta para o consumo humano, no Peru, ao ano, morrem mais de 3.600 pessoas, a maioria delas são crianças.

Adital- O Movimento apresentou suas demandas ao governo ou às autoridades? Quais foram as respostas?
Peruanos Sem Água -
Nós do Movimento peruano sem água apresentamos petições ao Congresso da República, ministros, governos. A resposta foi sempre a mesma: não há dinheiro. E, além disso, os requisitos são realmente incríveis, devemos ter título de propriedade, é um glossário de pedidos. Temos feito marchas, mobilizações, etc. Nós, os pobres, não temos representantes no Congresso, eles nos visitam a cada cinco anos quando há eleições.

Adital - Se prepara uma mobilização para o dia 27. Como se realizará este ato?
Peruanos Sem Água -
Esta marcha da quarta-feira esperamos que seja como a que fizemos há cinco anos, lotada. E será pacífica, mas contundente contra esta demagogia barata. Esperamos que tenha sua ressonância ante o governo.

(Por Natasha Pitts, Adital, 26/10/2010)


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