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cenibra celulose e papel
2010-07-22 | Tatianaf

Terceira maior fabricante de celulose do País, atrás da Fibria e da Suzano, a Cenibra, controlada pelo grupo japonês JBP, prepara-se para retomar ainda este ano um projeto de expansão de sua capacidade em 800 mil toneladas, para um total de 2 milhões de toneladas ao ano. O investimento deve ficar próximo de US$ 1 bilhão, segundo cálculos de mercado, já consideradas as economias com o uso da infraestrutura existente na unidade.

De acordo com Paulo Eduardo Rocha Brant, novo diretor-presidente da companhia, que assumiu o cargo em abril, o projeto retoma investimentos aprovados em 2008, mas suspensos por causa da crise econômica, que derrubou os preços internacionais da celulose para menos de US$ 500. Após forte recuperação, a celulose de fibra curta ainda está cotada acima de US$ 900 por tonelada no mercado europeu.

O diretor- presidente da Cenibra afirma que esta será a primeira ampliação da produção da companhia em cinco anos. A fábrica de Belo Oriente (MG) foi construída em parceria com a mineradora Vale, em 1976, com uma segunda linha de produção erguida em 1995. Em 2001, a Vale vendeu a participação no negócio para a JBP por US$ 670 milhões. Desde então, a fábrica recebeu apenas investimentos incrementais.

Movimento. Segundo Brant, o novo investimento virá para tanto por conta da recuperação dos preços do produto no mercado internacional - que ainda estão em patamar histórico de valorização - quanto pela necessidade de fazer frente a novos investimentos da concorrência, que já se movimenta para ampliar a oferta do produto.

A Suzano, vice-líder na produção de celulose no País, já anunciou duas grandes fábricas que entrarão em operação em 2013 e 2014, no Maranhão e no Piauí - juntas, elas vão ampliar a capacidade de produção da empresa para 4,4 milhões de toneladas ao ano. Já o frigorífico JBS promete iniciar a sua operação em celulose ainda em 2012, com chances de tirar o terceiro lugar da Cenibra no mercado nacional. O objetivo da gigante da carne é produzir até 4,5 milhões de toneladas de celulose até 2020.

O executivo diz que a Cenibra trabalha a 100% de sua capacidade, mas não vê chances de a expansão da fábrica se tornar realidade em menos de quatro ou cinco anos. Isso ocorre porque o atual estoque de florestas da Cenibra é relativamente pequeno, suficiente para ampliar a produção em 200 mil toneladas.

Brant diz que o objetivo da empresa é encontrar florestas a até 150 quilômetros de sua fábrica, para evitar problemas logísticos. Isso, segundo o executivo, também dificulta a compra da produção de terceiros, ferramenta comum entre empresas do setor para agilizar o problema da falta de florestas. "Em termos de logística e de colheita, distância é uma questão fundamental", diz.

Contramão. De certa forma, o projeto de expansão da Cenibra deve ir na direção oposta da tendência atual do mercado, que é de fábricas de grande porte, com produção acima de 1 milhão de toneladas. Segundo Paulo Brant, a expansão de 800 mil toneladas anexa à fábrica de Belo Oriente é uma forma de economizar, pois parte da infraestrutura já existente pode ser aproveitada.

Além disso, é mais fácil retomar um projeto que já tinha o aval da matriz do que apostar em um novo. "O japonês é muito criterioso, avalia muito bem as decisões. Eu vou defender a retomada do projeto que já tinha sido aprovado anteriormente na reunião de acionistas", afirma o diretor-presidente da Cenibra.

Da celulose produzida pela Cenibra, entre 8% e 10% permanecem no mercado brasileiro. O restante é exportado, especialmente para a Europa (35% do total), Japão (20%) e Ásia (20%). Segundo Brant, a demanda chinesa caiu neste ano. Ele diz que a redução da compras do País é reflexo da tendência chinesa de estocar matérias-primas em épocas de baixo preço. "Em 2009, a China foi importante, comprou 20% a mais do que em 2008."

QUEM É
PAULO EDUARDO ROCHA BRANT

PRESIDENTE DA CENIBRA, FABRICANTE DE CELULOSE

O novo presidente da Cenibra assumiu o cargo em abril deste ano. Formado em economia e engenharia, trabalhou em vários órgãos públicos de Minas Gerais, como o Bemge, antigo banco estadual, e teve uma passagem pelo Ministério do Desenvolvimento, no governo Fernando Henrique Cardoso. Mais recentemente, voltou a atuar no governo mineiro, como secretário de Cultura na administração Aécio Neves. Sem experiência em celulose, Brant diz que o cargo exige principalmente "estratégia e gestão de pessoas".

(Por Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo, 22/07/2010)


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