(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
monsanto
2010-06-23 | Tatianaf

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, teceu ontem duras críticas à Monsanto – multinacional detentora da tecnologia de sementes transgênicas da soja, conhecida como RR (Roundup Ready) – pelo monopólio na venda de sementes no Estado. “A Monsanto quer dominar o mercado e está forçando o produtor a utilizar somente as sementes transgênicas”, disse ele.

Este ano, a área plantada de soja com sementes transgênicas – geneticamente modificadas – poderá chegar a 60%. O primeiro levantamento de intenção de plantio em Mato Grosso, divulgado ontem pela Aprosoja/MT, mostra que a área de transgênicos deverá ficar em 3,65 mil hectares na próxima temporada (10/11), contra 2,43 mil hectares cultivadas com sementes convencionais. No ano passado, os transgênicos representaram 54,4% da área total, com 3,38 mil hectares plantados e 45,6% de soja convencional (2,83 mil hectares), equivalente a 45,6% da área.

Segundo Glauber Silveira, o mercado está sendo manipulado pela Monsanto e “isso deixa os produtores aborrecidos”. Para ele, o produtor tem de ter a liberdade de optar pelo tipo de semente que achar mais adequado e conveniente. “Hoje a soja transgênica não oferece mais vantagens ao produtor e os custos já ultrapassam os da soja convencional”.

“A verdade é que a Monsanto quer emplacar sua meta de fazer 85% da área plantada com sementes transgênicas e apenas 15% com convencionais. Isso não é bom para os produtores, que perdem a opção de produzir soja convencional para mercados que preferem este tipo de grão e pagam mais por ele. O ideal seria termos 50% da área de transgênicos e 50% de convencionais”. Em média, a saca de soja convencional chega a custar até R$ 3 a mais que a transgênica. “Se temos praticamente os custos de produção empatados e a convencional vale mais no mercado internacional, o produtor precisa escolher o que é melhor para ele”.

BRIGA - No ano passado, os produtores mato-grossenses chegaram a declarar guerra à Monsanto por causa dos valores pagos em royalties pelos sojicultores. Os produtores queriam uma explicação sobre que tipo de patente está gerando a cobrança, pois dependendo da patente, a empresa não tem direito em cobrar nada. O valor cobrado pela Monsanto pelo uso da patente, de acordo com cálculos dos produtores, está em torno de R$ 15 por hectare.

A soja transgênica diferencia-se da convencional por serem tolerantes à herbicida à base de glifosato, usado para dessecação pré e pós-plantio, para eliminar qualquer tipo de planta daninha. Essa tolerância faz com que o agricultor possa aplicar apenas esse herbicida sobre a soja, reduzindo assim seus custos de produção e o número de aplicações. Porém, o questionamento do setor é quanto a cobrança dos royalties pelo uso da semente.

CUSTOS - Estudo elaborado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revela que o custo total para o plantio de soja transgênica quanto convencional será de R$ 1,55 mil por hectare. O cálculo leva em conta os custos operacionais, representados pelos insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) e operações agrícolas, totalizando R$ 1,01 mil, e ainda outros custos (assistência técnica, transporte da produção, armazenagem, beneficiamento, impostos, seguros, financiamentos e administrativos), R$ 317,15. A conta fecha com os custos fixos (depreciação de máquinas e equipamentos e preço da terra), R$ 224,47.

Mesmo com custos mais elevados em relação à soja convencional, o plantio de transgênicos terá um incremento de 8,10% nesta safra. “Não por vontade do produtor, mas por culpa da Monsanto, que está empurrando os sojicultores a trabalhar quase exclusivamente com sementes que ela mesma produz”.

(Diário de Cuiabá, 23/06/2010)


desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -