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termelétricas no Brasil etanol
2010-01-18 | Barbosa

UTE Juiz de Fora é a primeira do mundo a gerar energia com o combustível

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugura nesta terça-feira (19/01) a conversão da usina termelétrica Juiz de Fora (UTE JF) para operar com etanol. A usina, que faz parte do parque gerador da Petrobras, operava apenas com gás natural e agora é flex-fuel (bicombustível). Inédita no mundo, a operação com etanol, iniciada no último dia 31 de dezembro, encontra-se em testes para otimização.

O Brasil, que foi pioneiro no uso do etanol para veículos automotores, com a criação do Proálcool na década de 1970, e é o segundo produtor mundial desse combustível limpo e renovável, abre uma nova fronteira para o uso do etanol no mercado mundial: a geração de energia elétrica, tanto no país como no exterior. Países importadores de combustíveis líquidos e gasosos, como o Japão, são mercados potenciais para esse uso.

Com essa iniciativa, o Brasil reafirma sua posição de destaque na produção e uso do etanol e a Petrobras dá mais um passo na busca por fontes alternativas de geração de energia e no esforço para flexibilizar seu parque gerador, que tem capacidade instalada de 7.028 MW. São 14 termelétricas a gás natural (5.820 MW), 12 a óleo (892 MW) e 15 pequenas centrais hidrelétricas - PCHs - (316 MW). Agora, conta também com uma usina capaz de gerar energia elétrica a partir do etanol.

Instalada no Distrito Industrial de Benfica, em Juiz de Fora (MG), a usina tem duas turbinas aeroderivadas GE LM 6000, fabricadas pela General Electric (GE), e capacidade total instalada de 87 MW. Está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e tem contratos de fornecimento de energia até 2020. Uma dessas turbinas, com capacidade instalada de 43,5 MW, foi adaptada para utilizar também o etanol.

A conversão da turbina consistiu na troca da câmara de combustão, de dois bicos injetores e na instalação de equipamentos periféricos (sistema de recebimento, tanques, bombas e filtros) que permitem o recebimento, o armazenamento e a movimentação do etanol para a turbina.

A nova câmara de combustão foi desenvolvida pela GE especialmente para uso de etanol e gás natural. A instalação dos equipamentos na turbina foi realizada no Brasil, na Oficina de Turbo Máquinas da Petrobras, em Macaé. Por meio de um acordo com a Petrobras, a GE acompanha os testes e terá o direito de utilizar os dados obtidos para aperfeiçoamento e comercialização da tecnologia para outras usinas no mundo.

Cerca de 90% dos materiais e equipamentos para a infraestrutura de recebimento, armazenagem e transferência do etanol para a turbina são nacionais. Em relação aos equipamentos adquiridos para conversão da turbina, o percentual é de 5%.

Redução das emissões atmosféricas

A queima do etanol para geração de energia elétrica teve início às 10h25 do dia 31 de dezembro de 2009. Os testes avaliam o desempenho da turbina consumindo etanol, a vida útil dos equipamentos e os níveis de emissões atmosféricas, como o óxido de nitrogênio (NOx), bem como a competitividade econômica desse novo combustível frente às demais fontes de geração termelétrica.

Nos primeiros dias de testes, o resultado tem se mostrado bastante satisfatório. Em 150 horas de geração de energia elétrica com etanol, entre os dias 31 de dezembro e 13 de janeiro, verificou-se redução de 30% na emissão de NOx, comparando com as emissões do gás natural.

O Centro de Tecnologias do Gás Natural e Energias Renováveis (CTGAS-ER), parceria entre Petrobras e SENAI, montou uma estação de monitoramento na UTE Juiz de Fora para realizar a medição em tempo real das emissões de óxidos de nitrogênios (NOx), de óxidos de carbono (COx) e de óxidos de enxofre (SOx).

A geração de energia elétrica a partir do etanol abre grandes oportunidades para o país, com ganhos econômicos, energéticos e ambientais. Além da segurança energética resultante da diversificação das fontes de geração, há ainda a criação de um novo segmento de mercado para o etanol no Brasil e no exterior, a redução dos níveis de emissões atmosféricas e a possibilidade de negociação de créditos de carbono no mercado internacional, por meio do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Essa é mais uma iniciativa da Petrobras para diversificar as fontes de suprimento para geração de energia elétrica e estimular a produção de combustíveis renováveis, dando maior flexibilidade ao sistema elétrico brasileiro.


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