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MMX grupo ebx/eike batista siderúrgicas
2009-06-26

Antes mesmo de fechar a complexa operação de venda de participações da MMX Mineração e Metálicos e de sua subsidiária MMX Sudeste por US$ 400 milhões para a siderúrgica chinesa Wuhan, o grupo EBX, de Eike Batista, anunciou nesta quarta (24/06) um novo negócio. Desta vez, Eike celebrou um acordo mais modesto, que prevê a venda por R$ 100 milhões da usina de gusa da MMX Metálicos Corumbá para a Vetorial Siderurgia, fabricante de gusa do Mato Grosso do Sul. No comunicado, a MMX informa ter estabelecido também termos de venda com a Vetorial para se desfazer da usina EBX Siderúrgica de Bolívia, localizada em Puerto Suarez, na Bolívia, por R$ 26 milhões.

A Vetorial pretende pagar 84% da unidade de gusa à vista na assinatura do contrato e o resto em 60 dias. A transação não inclui a dívida total da subsidiária de R$ 417,7 milhões, informa Rodrigo Ferraz, chefe do departamento de análise da Brascan Corretora, em relatório divulgado ontem. Para o analista, a venda deste ativo é positiva para a MMX: além de assegurar fornecimento anual de 700 mil toneladas de minério de ferro da mina de Corumbá à antiga usina, conforme previsto em contrato, o grupo de Batista se desfaz de uma empresa que não tem dado retorno desde seu início de operação em 2007, além de ter logística complexa.

A unidade de Mato Grosso está parada em decorrência da crise que afetou fortemente a demanda do setor de ferro-gusa, mas tem capacidade de produção 400 mil toneladas anuais do produto. O ativo tem dado prejuízo e no primeiro trimestre apresentou Lajida negativo em US$ 125 milhões.

Batista, considerado o homem mais rico do Brasil, não surpreendeu o mercado ao informar novas negociações, pois seu grupo está pondo em prática uma estratégia que ele sempre defendeu em entrevistas, que é a de passar adiante ativos que compra de terceiros. Depois de vender as minas do sistema Minas-Rio para a Anglo American por US$ 5,5 bilhões, ele está em fase final de acerto com os chineses as participações na MMX e na sua subsidiária. Agora, passou adiante os negócios de Corumbá e a guseira boliviana, que lhe rendeu um sério embate com o governo de Evo Morales. O mercado aposta que Batista vai negociar também a mina de minério de ferro granulado da MMX Corumbá, com produção potencial de 4 milhões de toneladas. Não se descarta ainda a venda a grupos chineses, dada sua posição estratégica, dos ativos de mineração que tem no Chile.

O grupo EBX está necessitando fazer caixa para investir na MMX Sudeste, sua "joia da coroa" em mineração. "A Wuhan é solução em duas frentes para o grupo investir US$ 1 bilhão nas minas do Sudeste", destaca Ferraz. A siderúrgica chinesa vai injetar US$ 400 milhões na MMX e abrir espaço para captação de recursos pela EBX com garantia de receita. Para isso, terá um contrato de fornecimento de longo prazo de 33,7 milhões de toneladas de minério - ou seja, toda a produção da MMX Sudeste.

Paulo Gouvêa, diretor de finanças da EBX, admite que o dinheiro da Wuhan será usado para reforçar o caixa da mineradora (de R$ 81,9 milhões no primeiro trimestre) e tocar seu programa de investimentos em Minas. A empresa hoje produz 8,7 milhões de toneladas e a meta é atingir 33,7 milhões de toneladas em 2012. Os US$ 600 milhões restantes para compor o caixa será captado no mercado. "Sem dúvida, o contrato de longo prazo de minério com a Wuhan é chave para estruturação de qualquer financiamento via 'project finance', pois dá uma visibilidade de receita que serve como garantia dos empréstimos", admite Gouvêa.

O executivo adiantou que a Wuhan não vai participar do bloco de controle da MMX, pois será minoritária, mas terá um assento no conselho. Na operação de aumento de capital para entrada da chinesa, os controladores (grupo EBX) não vão participar, mas os minoritários terão direito de preferência na oferta primária. Deverão ser emitidas cerca de 30,5 milhões de ações a serem adquiridas pela Wuhan por US$ 120 milhões. Com base no câmbio de R$ 2,03, corresponde a R$ 8,00 por ação, acima do preço de mercado que ontem fechou a R$ 6,37.

(Por Vera Saavedra Durão, Valor Econômico, 25/06/2009)


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