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angra 2 acidente nuclear
2009-05-29

Dentro de 30 dias, a Eletronuclear apresentará à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) um relatório detalhado sobre o acidente com material radioativo ocorrido dia 15 na Usina Nuclear de Angra 2. Segundo o diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Cnen, Laércio Vinhas, serão avaliados os procedimentos usados pelo pessoal da Eletronuclear, que, no caso, poderão ser revistos. O treinamento das pessoas envolvidas no acidente também poderá ser intensificado ou modificado, informou Vinhas durante evento no Clube de Engenharia. Vinhas disse que não houve vazamento em Angra 2. “É importante esclarecer que [o acidente] não foi no prédio do reator, mas em um prédio auxiliar, onde as pessoas podem fazer manutenção de equipamentos. Não tem absolutamente nada a ver com o combustível [nuclear]", afirmou.

Segundo Vinhas, isso pode ser confirmado pelo fato de o reator não ter sido desligado, continuando a operar normalmente. Ele explicou que, nos trabalhos de manutenção realizados no dia 15, uma quantidade reduzida de material radioativo entrou no sistema de ventilação. “E o detector localizado numa das chaminés alarmou.” De acordo com o planejamento de emergência, isso é caracterizado como um “evento não usual”. Vinhas confirmou que a Cnen foi avisada de imediato, porque tem seis inspetores residentes na área de Angra dos Reis, município onde está situada a usina. A prefeitura também foi comunicada do fato por telefone, no próprio dia do acidente.

“No primeiro dia útil seguinte, que foi o dia 18, foi enviado por fax um relatório que encaminhamos diariamente para várias autoridades, entre elas a prefeitura de Angra. Nesse relatório, comunicamos que tinha havido um evento não usual, originado em um aumento de radiação em um dos detectores do sistema de ventilação, que faz parte do sistema de segurança”.

O diretor da Cnen admitiu a possibilidade de falha humana no episódio. “Provavelmente, eles [funcionários] deviam trabalhar em uma sala fechada, e alguém esqueceu uma porta aberta”. Eles estavam esmerilhando uma peça, cujo pó, “em virtude de não ter sido seguido todo o procedimento adequado”, ficou em suspensão, sendo sugado pelo sistema de ventilação. Vinhas advertiu que a quantidade de material radioativo liberada foi mínima em relação aos parâmetros fixados pela comissão, sem causar problemas ao trabalhador, à população e ao meio ambiente.

Vinhas ressaltou que providências toram tomadas assim que se identificou o local do acidente, com a retirada das pessoas das instalações – elas passaram primeiro pelo detector de pés, mãos e roupas, para verificar o nível de radioatividade. “Isso é rotina do trabalho”. Das seis pessoas que estavam na sala, quatro apresentaram algum índice de contaminação. Eles trocaram de roupa, lavaram as mãos e tomaram banho e, depois disse não mais mostraram sinais de radioatividade.

Mesmo assim, os quatro funcionários foram submetidos a testes de inalação de material radioativo. Como deu um pequeno traço em três, eles foram levados ao equipamento denominado contador de corpo inteiro, para verificar o grau de radiação de fundo. Foi, então, constatada inexistência de contaminação residual. "Dentro desse quarto, o nível de radiação é menor do que nós temos aqui”, afirmou Vinhas, referindo-se ao Clube de Engenharia, onde participou de homenagem ao presidente da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep), Jaime Cardoso.

(Por Alana Gandra, Agência Brasil, 28/05/2009)


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