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seca e estiagem rio dos sinos peixes
2009-05-06

Fundação Estadual de Meio Ambiente começa a planejar ações para fiscalizar despejos clandestinos

O Rio dos Sinos volta a dar sinais de saturação. A falta de chuva está trazendo consequências para os peixes que nele vivem e que servem para indicar a saúde do rio. Aproximadamente 50 já foram encontrados mortos em São Leopoldo entre domingo e segunda-feira. O baixo nível de oxigenação da água que ocasionou as mortes, no entanto, é ainda mais baixo em Novo Hamburgo. Técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) estiveram em São Leopoldo na tarde de ontem para analisar a situação e preveniram que, se a estiagem continuar, há risco de uma mortandade de maiores proporções.

Conforme medições da Secretaria de Meio Ambiente e Planejamento Urbano do Município, o nível de oxigenação junto à foz do Arroio Gauchinho, limite com São Leopoldo, estava em 1,68 miligramas por litro (mg/l) ontem. O mínimo considerado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para que não haja mortandade é de 2,0 mg/l. Três jundiás foram encontrados agonizando por falta de oxigênio no local. O Conama prevê a concentração mínima de 5,0 mg/l como aceitável para a proteção das comunidades aquáticas.

Na foz do Arroio Luiz Rau, no bairro Santo Afonso, o nível de oxigenação da água do rio estava em 2,78 mg/l. Junto à ponte da Estrada da Integração Leopoldo Petry, o índice estava em 4,7 mg/l. Já o nível do Sinos estava ontem em 2,61 metros em Novo Hamburgo, altura que não chega a interferir na captação de água para abastecimento da cidade, garante a Comusa.

A estiagem aparece no nível do Rio dos Sinos que, na régua de medição em São Leopoldo, ontem, estava em 1,3 metro, contrastando com os 4,2 metros verificados dia 5 de maio do ano passado. A Fepam começa hoje a planejar ações para reforço da fiscalização de despejos clandestinos no Sinos. O técnico do serviço de emergência da fundação José Ricardo Samberg, classifica a situação como preocupante e a qualidade da água está comprometida.

Heróis visitam cenário de enchente

Exatamente um ano depois de uma das maiores enchentes da região, os bombeiros Paulo Jair Machado e Gérson Luis Rosa Marques voltaram ontem ao bairro Barrinha, em Campo Bom, local onde, curiosamente, o Rio dos Sinos está agora com pouquíssimo volume de água. "Tomara que não tenhamos que voltar aqui, desta vez para trazer água por causa da seca’’, disse Jair, olhando o rio do barranco de aproximadamente oito metros de altura que foi encoberto pela força das águas no ano passado.

Os momentos dramáticos vividos pelos soldados que lutaram contra a correnteza para salvar dezenas de pessoas parecem ironia diante de um asfalto quente e vegetação seca. Pedras e galhos de árvores surgem a todo momento nas margens do rio. "Agora, a preocupação é a seca. Há um ano, tive de ser retirada da minha casa por causa da correnteza da água. Parece mentira’’, disse a moradora Terezinha Porfírio de Oliveira, 68 anos.

Oxigenação preocupa secretário
O titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano, Ernani Galvão, explica que assim que a secretaria foi informada da mortandade de peixes em São Leopoldo, enviou uma equipe para verificar a situação em Novo Hamburgo. Os números mostram que o índice de oxigenação da água do Rio dos Sinos é mais grave junto aos pontos de deságua dos Arroios Luiz Rau e Gauchinho. Devido à grande concentração de matéria orgânica, a qualidade da água está comprometida, alertam técnicos da Fepam. Galvão reforça que a qualidade da água do Rio dos Sinos é ruim para a vida aquática.

A AVALIAÇÃO DE AUTORIDADES
- Comusa - O nível do Rio dos Sinos estava em 2,61 metros na base de captação (ponte da Integração) ontem. Conforme o presidente da autarquia, Arnaldo Dutra, a situação ainda pode ser considerada tranquila em relação à captação de água para abastecimento da cidade. Caso a altura do rio chegue a 2,2 metros, a Comusa fica alerta e alternativas começam a ser estudadas, como a utilização de bombas submersas na captação

- Instituto Martim Pescador - Para o biólogo Leonardo Stahnke, a situação do Rio dos Sinos deve piorar até que chova consideravelmente. Mesmo assim, ele prevê que as condições do rio sejam agravadas imediatamente após a chuva, pois com ela uma grande quantidade de esgoto e lixo chegam até o rio através dos arroios. O biólogo também destaca a importância dos peixes para o rio, apesar de não serem aptos para o consumo. "Os peixes contribuem para equilíbrio ambiental e até para o controle da proliferação de mosquitos, cujas larvas servem de alimento"

- ProSinos - O consórcio formado por 24 municípios banhados pelo Rio dos Sinos quer aumentar a quantidade de esgoto tratado. Existem três processos em andamento dentro do cronograma e que devem ser concluídos até o final do ano: O projeto educacional, que está em fase final; o projeto de resíduos sólidos, em fase final de licitação e é fundamental para definir os investimentos que serão feitos; e o plano de bacia, que está sendo executado pela Unisinos e dará um panorama sobre a situação do rio. O presidente do consórcio e prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, destaca que um trabalho intenso vem sendo feito há um ano. Quando estes processos forem finalizados, será iniciada a busca de recursos federais para construir as obras. Há previsão de contrapartida dos municípios. "Estamos preocupados em evitar tragédias ecológicas"

(Jornal NH, 06/05/2009)


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