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óleo de palma / dendê passivos dos biocombustíveis neutralização de carbono
2009-04-20
Vastas áreas florestais da Indonésia e Malásia já foram derrubadas para plantação de palma e o processo de desflorestamento está se acelerando. Os defensores da substituição da floresta por palma dizem que é um processo carbono neutro, porque o carbono emitido é compensado pelo plantio da palma. Mas isto, como outros argumentos dos defensores do desmatamento, é falso.

Um novo estudo [Biofuel Plantations on Forested Lands: Double Jeopardy for Biodiversity and Climate] constata que vai demorar mais de 75 anos para compensar as emissões de carbono por desflorestamento para produção de óleo de palma. Se o habitat original for turfosos, em termos de balanço de carbono, levará mais de 600 anos para ser compensado. O estudo foi publicado na edição online da Conservation Biology.

O óleo de palma, cada vez mais utilizado como fonte de biocombustível, foi introduzido em escala industrial para substituir a soja, como principal fonte de produção de biodiesel. A produção mundial de óleo de palma tem aumentado exponencialmente nos últimos 40 anos. Em 2006, 85% da produção mundial do óleo de palma teve origem na Indonésia e Malásia, países cuja floresta tropical vem sendo derrubada para plantio de palma, totalizando uma redução anual de 20 mil Km2 de florestas.

A conversão de floresta para óleo palma também resultados importantes em termos de empobrecimento de ambas as comunidades vegetais e animais. Outras culturas tropicais, igualmente adequadas para a utilização de biocombustíveis, como soja, cana-de-açúcar e Jatropha, podem ter impactos semelhantes sobre o clima e a biodiversidade. “Os biocombustíveis são um mau negócio para as florestas, vida selvagem e do clima, se substituem as florestas tropicais”, afirma o pesquisaro Finn Danielsen, coordenador do estudo. “Na verdade, eles aceleram as mudanças climáticas através da remoção de uma das mais eficientes ferramentas de armazenamento de carbono, florestas tropicais intactas.”

Segundo o estudo, a redução do desmatamento é uma forma de mitigação das mudanças climáticas mais eficaz do que a estratégia de converter florestas para a produção de biocombustível. Alternativamente, a plantação para biocombustíveis em pastos degradados, em vez de florestas tropicais, levaria a uma remoção de carbono da atmosfera em 10 anos. Desta forma, a plantação de qualquer cultura para biocombustíveis, em áreas de florestas tropicais, só deve ser considerada em áreas severamente degradadas.

As florestas tropicais contêm mais da metade das espécies terrestres da Terra. Elas também armazenam cerca de 46% do carbono estocado e até 25% do total líquido das emissões de carbono podem resultar do seu desmatamento. Existe, portanto, uma contradição inerente em qualquer estratégia que signifique a substituição da floresta tropical por culturas para produção de biocombustíveis, porque este não é um processo carbono neutro.

O artigo “Biofuel Plantations on Forested Lands: Double Jeopardy for Biodiversity and Climate” está dispoível para acesso integral no formato HTML. Para acessar o artigo clique aqui.

(Henrique Cortez Weblog, 17/04/2009)

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