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tornados defesa civil
2009-03-09
O mau tempo deste domingo (08/03) provocou estragos pelo Estado. O município de Ponte Alta, na Serra Catarinense, foi o mais prejudicado e decretou situação de emergência em razão dos prejuízos causados pela passagem de um tornado. No Sul de Santa Catarina, um temporal provocou mais estragos em Criciúma. Ainda foram registrados problemas no Vale do Itajaí e no Norte.

Na Capital, ruas também ficaram cobertas pela água da chuva. No Morro do Boi, no trecho da BR-101 entre Itapema e Balneário Camboriú, quedas de barreiras interditaram parcialmente a rodovia no sentido Norte-Sul. Como a instabilidade deve permanecer durante toda a semana, a Defesa Civil alerta para a possibilidade de novos alagamentos, principalmente no Litoral.

Na Serra, a suspeita é que um tornado tenha atingido novamente a região. O alvo do fenômeno, que ocorreu por volta das 10h de ontem, foi Ponte Alta, a 40 quilômetros de Lages. Pelo menos duas pessoas ficaram feridas. Por conta dos estragos, a prefeitura decretou situação de emergência.

O meteorologista Glauco Freitas, da Central RBS de Meteorologia, confirma a possibilidade de tornado devido às características do fenômeno, que durou cerca de 15 minutos, veio acompanhado de chuva de granizo e tinha ventos fortes em movimentos circulares, que quebraram centenas de árvores. Alguns moradores ainda contam ter visto uma tromba d’água descer do céu e encostar o solo, mas ninguém filmou ou fotografou.

Os tornados tornaram-se frequentes na Serra Catarinense. Em 20 de junho do ano passado, o município de Correia Pinto, vizinho à Ponte Alta, decretou situação de emergência por conta de um tornado, que provocou estragos em alguns bairros. Em 12 de agosto, outro tornado atingiu o interior de Lages e quebrou árvores, mas sem danos materiais. A mesma situação voltou a acontecer em 31 de dezembro, no interior de Urupema.

População ficou sem água e luz até o final da tarde
A ocorrência de ontem, em Ponte Alta, no entanto, foi a mais grave. Conforme um primeiro levantamento da prefeitura, da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, cerca de 500 casas foram atingidas de alguma forma, bem como metade dos imóveis públicos, como escolas. Hoje, as aulas estarão suspensas nas quatro instituições de ensino municipais.

Até o fim da tarde, 60 famílias estavam desabrigadas. Outras 20 ficaram desalojadas, e seriam encaminhadas ao salão paroquial e ao ginásio de esportes. Duas pessoas ficaram feridas ao serem atingidas por destroços da cobertura de um galpão no qual trabalhavam, mas foram atendidas por médicos e passam bem.

Todos os cerca de 5 mil moradores ficaram sem água potável e energia elétrica até o fim da tarde, quando 70% das casas ainda estavam no escuro. A agricultura, que responde por 70% da economia local, também está comprometida, já que muitas lavouras de feijão, milho, soja, alho e hortifrutigranjeiros foram destruídas.

Os 56 leitos da Fundação Médico Social Rural de Ponte Alta ficaram molhados, e seis pacientes que estavam internados foram liberados pelo risco que corriam dentro do hospital. A BR-116 ficou interrompida por uma hora no trecho entre Ponte Alta e a BR-470 devido à queda de árvores. Estradas do interior também foram danificadas.

Pelo menos 20 homens do Corpo de Bombeiros e da prefeitura de Lages foram a Ponte Alta prestar auxílio. Ao decretar situação de emergência, o prefeito Luiz Paulo Farias (PT) espera contar com recursos dos governos estadual e federal para reconstruir a cidade. Ainda não há estimativa de qual o prejuízo total. A prioridade é disponibilizar lonas, telhas e folhas de amianto aos moradores para que cubram suas casas. Ainda ontem começaram a ser distribuídas lonas e água potável.

(Por Pablo Gomes, Diário Catarinense, 09/03/2009)

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