(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
passivos da silvicultura aracruz/vcp/fibria
2008-10-16

O Tribunal Regional do Trabalho da 17º Região do Estado (TRT/ES) rescindiu a sentença de homologação do acordo firmado entre a Aracruz Celulose e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Celulose (Sinticel). A ação põe fim a dezenas de ações pleiteando o pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade aos trabalhadores.

Segundo a decisão, “a vontade do trabalhador é soberana, sobrepondo-se inclusive à vontade da maioria dos integrantes da categoria, por se tratar a insalubridade de direito individual indisponível”. Assim, não poderia o sindicato, “a pretexto de resolver a situação processual, mesmo respaldo em assembléia, celebrar acordo envolvendo todos os trabalhadores, inclusive aqueles que se manifestaram contra”.

Na prática, o acordo assinado pela diretoria do Sinticel e a Aracruz estabeleceu a renúncia do pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade, atendendo à estratégia da empresa, de negar o uso dos agentes químicos perigosos em seus processos industriais, com o objetivo de obter a certificação ambiental necessária para a comercialização de seus produtos no mercado europeu.

Tal acordo foi aprovado em assembléia questionada por suspeita de coação dos trabalhadores. Também foi aprovado o pagamento ao sindicato, diretamente pela Aracruz, da quantia de R$ 1,5 milhão para “pagamento de despesas diversas”.

Na ocasião, o acordo foi denunciado pelos trabalhadores, sem sucesso.  Eles apontaram que a empresa colocava a vida de mais de 700 funcionários em risco e sonegava o pagamento dos adicionais de insalubridade e periculosidade. O acordo lesou os funcionários em R$ 2.102.422,50, que os trabalhadores afirmam que também foram revertidos para o Sinticel. O fato chegou a ser denunciado ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

O Sinticel é presidido por Osmar da Costa, acusado de fazer manobras para beneficiar a empresa, prejudicando os trabalhadores.

A Aracruz Celulose é responsável também por destruir a mata atlântica no Espírito Santo (cerca de 50 mil hectares de mata primária), por ocupar áreas indígenas e quilombolas, e assim desestruturar o meio social, cultural e econômico das comunidades tradicionais no norte do Estado.

A denúncia

A denúncia do acordo lesivo aos trabalhadores da Aracruz Celulose com a diretoria do Sinticel foi apresentada à Procuradoria Regional do Trabalho no Estado pelos trabalhadores Aloir Rodrigues da Conceição e Joaquim Artur Duarte Branco, em fevereiro do ano passado.

Na ocasião denunciaram que cerca de 700 trabalhadores da Aracruz Celulose estavam “expostos a agentes insalubres ou que apresentavam risco de vida, considerando que o processo de produção de celulose (no caso 20% da produção mundial) exige o uso de produtos químicos extremamente nocivos, em todo o processo produtivo, seja para quebrar as células vegetais, ou seja, para o branqueamento da celulose”.

Ao todo, a Aracruz Celulose possui toda uma estrutura de produção de produtos químicos apenas para a empresa, onde são produzidos ou utilizados cloro, peróxido de hidrogênio, dióxido de cloro, ácido sulfúrico concentrado, ácido clorídico concentrado, soda cáustica e vários outros produtos químicos. Há ainda, "além desses produtos químicos, outros agentes insalubres ou perigosos, como ruído, calor e explosivos, combustíveis.

Argumentaram os trabalhadores que "apesar de a própria Aracruz reconhecer a existência dos riscos, quando a ela interessa fazer essa afirmação, a transnacional não efetua o pagamento dos adicionais legais a nenhum empregado. Os trabalhadores não acreditam que essa recusa da Aracruz em cumprir a legislação do trabalho seja decorrente de mera política de redução de custos, afinal trata-se da maior e mais lucrativa empresa de celulose do mundo. Desconfiam que a Aracruz não paga adicionais para vender a idéia, falsa, de que não agride o meio ambiente e saúde do trabalhador e das populações vizinhas, passando incólume aos órgãos ambientais e obtendo certificações que lhe possibilitam vender aos mercados internacionais".

(Por Flavia Bernardes, Século Diário, 16/10/2008)


desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -