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energia nuclear na suíça política ambiental da suíça
2008-09-29

A energia nuclear supre 40% do total da produção energética suíça, mas é rejeitada por mais da metade da população, segundo revela um estudo. A pesquisa de opinião divulgada no início desta semana pela Secretaria Federal de Energia apontou que somente 7% dos entrevistados são favoráveis à geração de eletricidade através de usinas nucleares.

Enquanto 7% dos entrevistados se pronciaram totalmente a favor da energia nuclear, 14% responderam que eram totalmente contra. Entre os dois extremos, 33% disseram que são a favor e 38% que são contra e 8% não souberam responder. Ou seja, 40% têm opinião favorável à energia nuclear e 52% contra.

Um dos principais temas de controvérsia é encontrar um lugar para depositar o lixo radioativo. Atualmente, esse material é armazenado provisoriamente em depósitos subterrâneos, enquanto políticos e as autoridades municipais discutem onde estocar definitivamente os resíduos radioativos.

No último sábado passado, duas mil pessoas participaram de uma manifestação perto de Zurique, em uma região considerada adequada para a instalação do depósito definitivo para o combustível atômico usado. As populações de outras regiões anteriormente avaliadas do ponto de vista geológico também manifestaram forte oposição.

Resíduos seguros
"Uma usina de tratamento é viável na Suíça", afirma à swissinfo Werner Bühlmann, subdiretor e responsável da divisão de segurança na Secretaria Federal de Energia. Ele acrescenta que, enquanto não for aprovado o estudo de viabilidade da Agência Nuclear Suíça (Nagra), não haverá um destino definitivo o combustível nuclear utilizado.

"Existe capacidade suficiente de armazenamento na Suíça para os próximos 60 anos", afirma Bühlmann. Há usinas para materiais de baixa radiação na Escandinávia, mas em regra geral as autoridades de todo o mundo enfrentam a mesma realidade: as pessoas querem desfrutar dos benefícios da energia nuclear, porém ninguém quer se responsabilizar pelos resíduos que ela produz. Cada vez mais os europeus consideram a energia nuclear como um fator positivo para reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Perigo
Por outro lado, o deputado Rudolf Rechsteiner, adversário declarado da energia nuclear, afirma que não vale a pena correr o risco. "A energia atômica é qualitativamente mais perigosa e as experiências internacionais foram negativas, independentemente de o país usar ou não energia nuclear", afirma à swissinfo.

Ele acrescenta ainda que os riscos potenciais foram minimizados pela indústria nuclear, que utiliza dados espetaculares para defender seus argumentos. "Desde Chernobyil, muita gente despertou e sabe que cada reator produz diariamente o equivalente a três ou quatro bombas atômicas", argumenta Rechsteiner.

Segundo o deputado, a energia nuclear exerce "uma grande pressão sobre o meio ambiente". Ele afirma ainda que "a situação hoje permite substituir a energia nuclear por fontes renováveis, como o vento e o sol". A energia eólica poderia suprir até 10% das necessidades da Suíça entre 2025 e 2030. « É complicado encontrar uma posição intermediária. Parece uma questão de fé. »

Werner Bühlmann Melhores opções?
Horst-Michael Prasser, especialista em sistemas nucleares na Escola Politécnica Federal de Zurique (EFPZ) e partidário da tecnologia nuclear, comenta que, se for bem concebida, essa forma de energia é barata e segura. "A única desvantagem dessa energia é que tem um alto potencial de risco com uma probabilidade muito baixa de um grande acidente", explica à swissinfo.

"Se as usinas funcionarem com normas e altos níveis de segurança, trata-se da melhor fonte energética em termos de impacto sobre o meio ambiente e de custos de saúde devido às quantidades de materiais sem tratar." Ele acrescenta, no entanto, que, apesar do interesse ecológico pela denominada "tecnologia verde", esta não é tão sensata como se diz.

Werner Bühlmann, da Secretaria Federal de Energia, entende os argumentos de ambas as partes. Para os que se opõem, a mínima probabilidade de uma catástrofe de grandes proporções é inadmissível; por outro lado, com a exceção da moratória de dez anos na construção de novas usinas, os eleitores suíços rechaçaram a proibição da energia nuclear desde a década de 70. "É complicado encontrar uma posição intermediária. Parece uma questão de fé", conclui Werner Bühlmann.

(Por Justin Häne, swissinfo, 28/09/2008)


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