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política ambiental do RS zoneamento silvicultura FZB/RS
2008-07-29
Embora tenha colocado seu cargo à disposição do Partido Progressista (PP) na última quinta-feira (24/07), o presidente da Fundação Zoobotânica do Estado do Rio Grande do Sul (FZB/RS), Luiz Gheller, ainda não foi comunicado oficialmente sobre a aceitação ou não de seu pedido. Até as 20h30min desta segunda-feira (28/05), o próprio Gheller informou, em entrevista ao Ambiente JÁ, não ter tido retorno. Ele disse que trabalhará normalmente nesta terça (29/07), e assim por diante, enquanto aguarda um retorno oficial. "Não tenho o que acrescentar. Coloquei meu cargo à disposição do partido (PP, Partido Progressista) porque fui indicado pelo partido", afirmou.

Gheller garantiu que sua decisão, tomada em reunião com o titular da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema RS), Carlos Otaviano Brenner de Moraes, na quinta-feira, "não se deve à questão do zoneamento da silvicultura". "Foi um desacerto em outras questões com o secretário. Fiquei constrangido diante de uma situação colocada no encontro, foram muitas questões envolvidas", disse. De acordo com ele, Brenner concordou com o pedido.

A reunião, segundo o presidente da FZB, foi realizada para a entrega do diagnóstico ambiental do Estado, um estudo coordenado pela Fundação e realizado em parceria entre ela e diversos órgãos do Estado (Fepam, Departamento de Recursos Hídricos/DRH, Departamento de Florestas e Áreas Protegidas/Defap, Corsan, Emater, entre outros). "É uma obra de referência, mostrará para a população a real situação dos recursos hídricos, da vegetação, enfim, dos recursos naturais do Estado. E está muito bem ilustrada. Começamos o trabalho em março deste ano, o pessoal [quadro técnico] dedicou-se muito, temos mais ou menos 500 páginas, e será editado um livro, pela Sema, com este conteúdo", orgulha-se.

A Assessoria de Comunicação da FZB ratifica as informações de Gheller quanto à causa da disponibilização do cargo: "O presidente sentiu-se constangido. Ele luta pelo prestígio da instituição e pela posição dos técnicos", afirmou a Assessoria, confirmando que "a Fundação Zoobotânica não é contra o zoneamento da silvicultura, ela faz contribuições para que haja maior compatibilidade quanto a este documento, faz parte de um comitê multi-institucional em que estão diversas partes, e seu objetivo é reduzir impactos ambientais neste tipo de empreendimento".

Apesar da insistência quanto à especificidade da causa do pedido do titular da FZB, não ficou clara a razão decisiva: "O Dr. Gheller fará um documento com o relato do que aconteceu tão logo ele tenha uma posição do Governo do Estado", declarou a Assessoria, lembrando que "ele conta com o apoio o quadro de funcionários, que entregou uma carta de apoio ao chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, pedindo sua permanência no cargo". Gheller também não esclareceu o motivo central das divergências entre ele e Brenner de Moraes. "Haveria necessidade de uma nova conversa para zerar isto [divergências]. Minha posição é pela instituição [FZB], pela qualidade técnica", frisou.

Além do apoio dos funcionários, Gheller tem respaldo das Executivas estadual e municipal do PP, conforme garantiu ontem (28/07) à noite o candidato a vereador Beto Moesch (PP), ex-titular da Smam. Moesch não tem dúvida de que a "gota d’água" da situação é mesmo a questão das regras para o plantio de eucalipto no Pampa: "Manter o zoneamento não é fácil, há uma polêmica envolvendo a FZB e a Fepam nesta questão, da forma como está é impraticável", desabafa Moesch, que aposta na permanência de Gheller.

Valorização
Outra questão delicada é a falta de recursos e de um plano de cargos e salários para a FZB. "Somos uma das poucas fundações do Estado que não tem um plano deste tipo. A Fepam, que é mais nova do que a FZB, tem plano de cargos e salários. É uma reivindicação antiga, assim como a realização de concurso", aponta a Assessoria de Comunicação da FZB, informando que o último concurso realizou-se em 2000. Além deste problema, os salários iniciais para técnicos de alta qualificação (com mestrado e doutorado) "são baixos, na faixa de R$ 1,5 mil a R$ 1,7 mil", assinala a Assessoria.

Gheller informou que a FZB encaminhou para a Sema e para o Grupo de Assessoria Especial do Governo do Estado um estudo visando à implementação do plano de cargos e salários. A FZB tem hoje 180 funcionários em seus quadros, mas já contou com cerca de 400. "Perdemos 20 funcionários em apenas um ano", disse Gheller, que está no cargo há um ano e quatro meses.

(Por Cláudia Viegas, Ambiente JÁ, 29/07/2008)

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