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plantas medicinais saúde pública
2008-07-17

O banco de dissertações da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) na área de Ciências da Saúde / Farmácia teve acrescido ao acervo uma pesquisa sobre a prevalência do uso de fitoterapia no tratamento do câncer e a interferência deste uso associada a medicamentos convencionais antineoplásicos. A pesquisa se destaca pelas importantes observações científicas que apresenta, como também por seu pioneirismo, em função da falta de estudos nesta área no Brasil. Rita de Cássia Franz Vieira desenvolveu a dissertação com apoio de duas bolsistas de iniciação científica do CNPq e orientação da professora Cláudia Maria Oliveira Simões. A defesa aconteceu dia 11 de julho.

A pesquisa ´Estudo das plantas medicinais e/ou produtos à base de plantas medicinais como tratamento complementar, por pacientes atendidos no Centro de Pesquisas Oncológicas (CEPON/SC)` observou o comportamento de 235 voluntários adultos de ambos os sexos em tratamento no CEPON durante o período de setembro de 2006 a março de 2007. Através da aplicação de um questionário, entrevistas e acesso aos prontuários clínicos, a mestranda identificou, entre outros aspectos, os tipos de plantas utilizadas pelos pacientes como tratamento complementar ao câncer.

Com base em conhecimentos farmacológicos, Rita destacou em sua dissertação as substâncias ativas presentes nas plantas medicinais usadas e os mecanismos de interação com a medicação alopática. E concluiu que em diversos casos esta interação entre os medicamentos representa uma perda da resposta terapêutica, razão que justifica a necessidade de um olhar científico sobre o uso de plantas medicinais concomitante aos medicamentos antineoplásicos.

Ao cruzar os dados obtidos com a aplicação dos questionários, foi observado que mais da metade dos entrevistados fazia uso de plantas medicinais para complementar o tratamento convencional do câncer - a maioria mulheres na faixa etária de 40 a 70 anos, sendo que a freqüência maior de uso encontrava-se no grupo de 41 a 60 anos. Sobre os tipos de plantas foi identificado o uso de 60 plantas e 31 produtos a base de plantas medicinais, com destaque para a babosa, seguida pela camomila, graviola e pau-pelado. A constância do uso de produtos a base de plantas medicinais mostrou-se baixa: apenas 11% dos 235 entrevistados manteve o tratamento durante todo o tempo da pesquisa.

Questionados sobre a orientação oferecida pelos médicos em relação ao uso de plantas medicinais, grande parte dos entrevistados informou que omitiam esta informação. Mas também foi identificado em algumas respostas uma posição neutra por parte dos profissionais, orientando aos pacientes que se as plantas medicinais não estavam fazendo mal, poderiam continuar usando. Daí outra importante conclusão da pesquisa, relacionada à necessidade de oferta de uma assistência farmacêutica individualizada, onde os pacientes sejam alertados sobre a possibilidade de toxicidade das plantas medicinais e de alteração do efeito do tratamento neoplásico. O estudo também destaca que esta atenção priorize mulheres de 41 a 60 anos.

Outras informações podem ser obtidas com a professora Cláudia Maria Oliveira Simões, através do e-mail claudias@reitoria.ufsc.br ou pelo telefone (48) 3721-9350

(Por Mara Cloraci, Agecom UFSC, 16/07/2008)


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