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carlos minc
2008-05-19
Empresas combatidas pelos ambientalistas deram dinheiro para a campanha do novo ministro

Um dos campeões de voto do PT no Rio, em seu sexto mandato como deputado estadual, Carlos Minc não tem, pelo mapa de doações da Justiça Eleitoral, grandes mecenas. Seu quadro de doadores é formado, na maior parte, por pessoas físicas, amigos, parentes e até ele mesmo, que em 2002 colocou R$ 10.530 do próprio bolso para honrar suas despesas. Ninguém, empresas ou conhecidos, doou nenhum valor acima de R$ 50 mil.

Mas se as doações refletem um pouco do perfil de quem paga as contas da campanha de um político, é curioso analisar que um dos doadores da campanha do novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, em 2002, foi a Analytical Solutions S/A, laboratório de análises de alta tecnologia que vende soluções para setores como agronegócios (verdadeiro palavrão para os ambientalistas), meio ambiente, indústria e petróleo. Uma ajuda de módicos R$ 6 mil.

Entre os clientes da Analytical Solutions estão Avipal, Frangosul, Seara, Bunge e Cargill, odiados pelos “verdes” radicais e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). As duas últimas, maiores fabricantes de óleo de soja do país, plantam transgênicos. O laboratório foi vendido este ano para a Bureau Veritas, que tem entre seus serviços programas de monitoramento de madeira para exportação “com a finalidade de melhorar a receita de exportação e restringir a superexploração florestal”.

Já nas últimas eleições, eleito com 78.311 votos, Minc teve como seu maior doador a Phidias S.A, que colaborou com R$ 41.000 dos R$ 373.563 que recebeu de pessoas físicas e jurídicas. Em 2002, a empresa já havia doado R$ 23.000 para a campanha de Minc. Em 2006, a Phidias também doou recursos para as campanhas de Márcio Fortes (PSDB-RJ), R$ 200 mil, e de Robson Tuma (DEM-SP), R$ 100 mil. Segundo informações do mercado, a Phidias faz parte do grupo CBM (Cia. Brasileira de Multimídia), do empresário Nelson Tanure, responsável pela publicação de dois grandes jornais e Editora Peixes, que agrega ainda, entre outras, a Boavista e a Docas Investimentos.

No site da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a Phidias aparece como integralmente controlada pela Docas Investimentos. Este ano, a Docas Internacional Limited., empresa dona da holding, comprou a operadora Intelig, colocando o grupo no disputadíssimo mercado de telecomunicações. Outros grandes doadores da campanha de 2006 foram a Rio de Janeiro Refrescos (R$ 25.000) e a Recofarma Indústrias do Amazonas (outros R$ 25.000), ambas do sistema Coca-Cola.

Banqueiros
Outro patrocinador freqüente é o grupo Klabin. Em 2006, o grupo doou R$ 20.000, enquanto Israel Klabin, dono das Indústrias Klabin de Papel e Celulose e presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, doou outros R$ 9.492. Há também doações do setor de shoppings (CBC Shoppings, com R$ 25.000), limpeza industrial (Perenyi Serviços Técnicos, R$ 3.000) e, claro, de banqueiros (Pedro Henrique Mariani Bittencourt, do banco BBM, doou R$ 25.000).

Em 2002, Minc teve mais votos e menos doações. Eleito deputado com 119.863 votos, notadamente da capital e das cidades de Niterói, Nova Friburgo, São Gonçalo, São João de Meriti e Duque de Caxias (onde fica a Refinaria de Duque de Caxias), recebeu R$ 241.908. Entre os principais contribuintes, o Banco Itaú (R$ 30.000), a construtora Brascan, uma das maiores incorporadoras de imóveis do país (R$ 25.500), a Canindé Investimentos Imobiliários (R$ 20.000), a Combracenter Shopping Center (R$ 12.000) e a Analytical Solutions (R$ 6.000).

(Correio Braziliense, 17/05/2008)


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