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direitos humanos terras indígenas aracruz/vcp/fibria
2008-04-17
Os Tupinikim e Guarani no Estado receberão nesta sexta-feira (18), o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, na categoria Resistência. Mais dois prêmios também serão entregues durante o XV Encontro Nacional de Direitos Humanos, que será realizado até segunda-feira (21) em Aracruz, norte do Estado, com entidades e lideranças de todo o País.

Com o intuito de discutir a Radicalização da luta por Direitos Humanos, o encontro será itinerante. Começa em Aracruz, na aldeia Tupinikim Pau Brasil, a 70 quilômetros de Vitória. Segundo a organização do evento, o local foi escolhido porque representa a luta pelo reconhecimento dos direitos humanos no Espírito Santo.

Os Tupinikim e Guarani lutaram por quarenta anos pela demarcação de seu território, explorado pela Aracruz Celulose desde a ditadura militar. Durante este período, os índios sofreram com pressões, preconceitos e violência praticada pela empresa, para conter os protestos contra a omissão dos governos do Estado e federal, quanto às necessidades dos povos indígenas capixabas.

Além dos índios, também serão premiadas na categoria Ação de Impacto, as Mulheres da Via Campesina, pelas ações de protesto contra os monocultivos impostos à sociedade brasileira. Um terceiro prêmio, de categoria Personalidade, será entregue ao padre Günter Zgudic, da Pastoral Carcerária Nacional.

Para a abertura do evento na sexta, na aldeia Pau Brasil, estão previstas manifestações contra o monocultivo do eucalipto e em favor da agricultura orgânica e oferta de sementes às comunidades indígenas, e um momento cultural com a apresentação da orquestra de violinos de João Neiva, do Grupo de Guerreiros Indígenas, da banda de Congo Indígena Tupinikim e do coral Guarani.

Além de discutir a Radicalização da Luta por Direitos Humanos, o evento também abordará as estratégias para fortalecimento do movimento popular. O objetivo é propor uma reflexão sobre a necessidade de se identificar - em diversos campos de atuação - os principais entraves institucionais e conjunturais, a fim de propor caminhos alternativos que possam reafirmar a luta pelos direitos humanos no Brasil.

No sábado, dia 19, o encontro será no auditório Manoel Vereza, no CCJE da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), quando haverá um painel sobre a radicalização da luta por direitos humanos, palestras, debates, mostra de filmes no Cine Metropólis, entre outros. O encontro será aberto a todos os interessados. O credenciamento será feito das 7h às 9h e os trabalhos, incluindo painéis com temáticas em direitos humanos, acontecem até às 18h30. Às 19h terá show com a banda Falsos Profetas.

Já no dia 20 e 21, o encontro será no Calir, em Viana, e será restrito aos delegados definidos pelo Movimento Nacional. Lá serão apresentados o primeiro relatório de Gestão (nacional e regional) dos Direitos Humanos, assim como um balanço das atividades. Haverá ainda uma plenária sobre as temáticas e moções, a eleição da Coordenação Nacional, e a posse do conselho eleito. O encontro contará ainda com uma apresentação da Folia de Reis de Atílio Vivácqua e do grupo Afro Ksile.

Segundo as informações do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), que promove o evento, esta é a segunda vez que os debates nacionais são trazidos para o Estado. A primeira vez foi em 1984. O evento trará ao Estado várias lideranças como o padre Günter Zgudic, da Pastoral Carcerária Nacional, e Marcelo Zelic, do Tortura Nunca Mais.

O Movimento Nacional de Direitos Humanos foi fundado em 1982, como um movimento organizado da sociedade civil, sem fins lucrativos, ecumênico, supra-partidário, presente em todo o território brasileiro, em forma de rede, com mais de 400 entidades filiadas. A entidade é a principal articuladora nacional de luta e promoção dos direitos humanos.

(Por Flávia Bernardes, Século Diário, 17/04/2008)



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