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passivos de hidrelétricas mab
2008-03-26
"Hoje no Brasil são mais de 1 milhão de pessoas expulsas do lugar onde viveram por causa das obras para construção de hidrelétricas", disse a coordenadora nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Rosana Mendes, no debate sobre a luta de famílias atingidas pelas barragens, que aconteceu segunda-feira (24) e contou com a participação da deputada federal Vanessa Graziottin (PCdoB-AM).

Com o tema "O crescimento econômico, com a necessidade cada vez maior de novas fontes de energia elétrica, deixa vítimas pelo caminho", o evento foi promovido e exibido pela TV Câmara e levantou uma série de questões, incluindo ações do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e alternativas para o modelo energético brasileiro.  "Teoricamente, a criação das barragens foi pensada para melhorar a vida da população.  Mas não é isso o que acontece - milhares de pessoas são afetadas.  Para se construir as hidrelétricas, é preciso ter a licença ambiental, mas isso não basta: deveria ter também o relatório de impacto social", diz a deputada.

Segundo ela, há também a questão dos custos: "No projeto das obras está colocado o custo sobre as indenizações das famílias que moram no local onde a construção será feita.  Esse custo é repassado aos brasileiros na conta de luz.  Porém, 80% das famílias não recebem o dinheiro.  Algo está errado e tem que se mudado.  Essa discussão envolve a todos", explica a deputada.

Para Rosana, esse problema não é uma questão de matriz energética e sim do sistema capitalista.  "Os estudos que o governo faz para a construção das barragens nunca envolvem a população.  Esse sistema está sendo feito para garantir produção das multinacionais.  Com isso, os atingidos são expulsos, não recebem indenização, não podem utilizar a água dos rios e ainda pagam mais caro pela energia utilizada.  Enquanto o preço de um kW consumido pela Vale do Rio Doce custa R$ 0,03, o cidadão precisa pagar R$ 0,45 pela mesma quantidade de energia", argumenta.

PAC - Durante o debate, também foram discutidos projetos do PAC relacionados ao tema.  "Tudo aquilo que busca o desenvolvimento não é ameaça, desde que seja feita da maneira correta.  A Amazônia guarda mais de 60% de toda capacidade de geração de energia para o todo o país.  O PAC não atrapalha, ele vai distribuir renda, porém é preciso transparência e supervisão da sociedade", explica ela.

Para a coordenadora do movimento, é preciso mais do que projetos.  "O programa não foi construído com o povo.  São 400 famílias que nunca foram avisadas sobre as ações.  Não há programa satisfatório de crescimento sem diálogo.  Queremos de fato o desenvolvimento, mas é preciso estipular para quem ele será feito e como ele deve ser desenvolvido".

(Amazonia.org.br, 25/03/2008)


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