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queimadas desmatamento amazônia
2007-10-25
O governador Blairo Maggi disse na segunda-feira (22/10), ao fazer avaliação de sua viagem internacional, que Mato Grosso precisa mostrar ao mundo de maneira mais clara e transparente como vem conduzindo suas relações comerciais e de que forma o estado está buscando alternativas que garantam o desenvolvimento econômico aliado a práticas sustentáveis.  Em outras palavras, as notícias sobre desmatamentos e queimadas afetaram duramente o Estado.  Da mesma forma, segundo ele, as questões envolvendo o manejo e a manipulação dos produtos que integram a pauta de exportação, como a própria madeira e também a carne.

Maggi disse ter notado que as informações ambientais chegam à Europa “de forma bastante equivocadas e distorcidas”.  Segundo ele, o que é ruim ganha destaque especial e com a intenção de brecar a força de produção da agricultura brasileira.  “Sabemos que há um movimento sendo feito para que o Brasil fique fora do mercado da carne, uma das principais pautas de exportação.  As exigências têm sido cumpridas, mas as pressões são constantes.  Por isso, cabe ao Estado e ao Brasil continuar conduzindo sua produção de forma ainda mais clara e transparente para rebater as informações distorcidas” – apontou.

A primeira escala de Maggi foi justamente na Rússia, que importa do Brasil a maior parte da carne consumida no País, sendo que a suína, 70% é importada de Mato Grosso.  O país russo está programando investimentos para os próximos dez anos de aproximadamente US$ 40 bilhões, fortalecendo a economia agrícola, uma vez que a pauta de produção está basicamente concentrada no petróleo e gás.  Os russos enfrentam uma série de medidas burocráticas que acabam por afetar as relações comerciais exteriores, segundo Maggi “Se aqui achamos que existe muita burocracia, na Rússia é muito mais” – disse.

Perceptivo, Maggi deixou claro que quer efetivar uma proximidade maior, de um convívio mais estreita nas relações comerciais” com os empresários da Rússia.  Ele ainda reforçou a necessidade de desfazer algumas idéias errôneas e equivocadas perante o que é divulgado e recebido pela comunidade russa.

“O mercado é bastante competitivo e essas informações chegam de outra forma e os exportadores brasileiros enfrentam algumas dificuldades para negociar com a Rússia.  O país vive um momento político, há forte oposição dos parlamentares às importações russas e para isso necessitamos estreitar mais as relações, pois a Rússia, mesmo com os investimentos programados para fortalecer a produção de carnes, de qualquer forma ainda será um mercado bastante atraente para o Brasil, já que eles não têm auto-suficiência na produção de fertilizantes, por exemplo,”.

Maggi fez referência ainda a Feira de Anuga, na Alemanha, país que integrou a escala da viagem internacional.  Ele lembrou que a participação do Brasil nessa feira era pífia há mais de dez anos e hoje, quem visita a feira, que a cada ano é realizada na Alemanha e França, com alternações, cresceu consideravelmente, e nela nosso País tem a oportunidade de participara de forma bastante efetiva.  “Os contatos que fizemos foram bastante promissores e pudemos ver que há mercado para todos participarem, de forma profissional” - ressaltou Maggi ao falar do apoio que o Ministério das Relações Exteriores fornece aos participantes na divulgação e nos contatos.

“Acredito que no próximo ano temos que ampliar e reforçar ainda mais a participação do país nessa feira, para sentir o quanto temos responsabilidade em sustentar esse mercado de forma correta.  Nossos produtores e empresários precisam sentir mais de perto para avaliar a importância de como devemos conduzir com competência e responsabilidade, pois dessa postura dependem uma série de pessoas, de uma cadeia que se movimenta para garanti esses mercados.  Contatos importantes e espaço para crescer ainda mais” – comentou.

Uma comissão européia chega ao Brasil no início do próximo mês para analisar o mercado agrícola em quatro estados – Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo.  “A comissão européia vai analisar o que há de errado.  Temos que tomar cuidado e preocupa-me como esse relatório será repercutido na Europa, pois não é somente a relação comercial, mas também o que ocorre na área trabalhista e ambiental”, afirmou o governador ao comentar que a sustentabilidade na agricultura foi pauta de um encontro promovido pela Universidade de Wageningen, na Holanda, onde também participaram representantes da Embrapa e Ministério da Agricultura.

A chancelaria do Ministério das Relações Exteriores junto à Comunidade Européia, na Bélgica, propôs ao Governo do Estado a realização no próximo ano da Semana de Negócios de Mato Grosso, para divulgação das potencialidades mato-grossenses em diversas áreas.  Na avaliação do secretário Extraordinário de Projetos Estratégicos, Clóves Vettorato, representantes de Mato Grosso tem que atuar como "caixeiros viajantes" para mostrar como o Estado vem conduzindo suas ações comerciais e ambientais.

(Por Rubens de Souza, 24 Horas News, 23/10/2007)


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