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curtumes
2007-09-24
Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) podem ter encontrado uma solução para o sério problema da toxidade encontrada nos rejeitos do processo de curtição do couro. Trata-se de um reagente que separa o cromo do colágeno presente na pele do boi. O cromo 3 é altamente poluente. Se exposto à luz, ao oxigênio e ao calor, converte-se em cromo 6, considerado cancerígeno.

A descoberta dos cientistas Luiz Carlos Alves de Oliveira e Rochel Monteiro Lago, ambos químicos, está sendo testada em grande escala numa área da cidade mineira de Divinópolis e já rendeu uma patente nacional. Além das duas universidades, estão envolvidos no trabalho curtumes, órgãos governamentais e agências de fomento da área empresarial e acadêmica.

Estima-se que o Brasil produza quase 1 milhão de toneladas do resíduos – em Minas Gerais seriam 160 mil toneladas. A toxicidade presente nos rejeitos da pele animal vem da ação de um elemento químico de colaração azul – o cromo 3 –, usado no curtimento. É ele que evita a decomposição do couro, dá mais estabilidade ao material e permite seu amaciamento para transformá-lo em calçados, bolsas e revestimentos.

Esse recurso é muito usado por empresas do setor e substitui o tanino, curtidor vegetal conhecido há séculos, mas que não produz resultados tão bons. Apesar de vantajoso, o cromo pode lixiviar-se, contaminando o meio ambiente.

“Desenvolvemos um reagente que separa o cromo que fica impregnado no colágeno da pele do animal. Quando a pele é tratada nos curtumes, ela é imersa na água com sal de cromo, cujas partículas grudam no colágeno. Com o processo da reação química que ocorre entre os produtos, o reagente que tem mais afinidade com o cromo gruda no material, fazendo sua separação do colágeno”, explica Oliveira, detentor da patente do processo, depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Segundo ele, um outro teste que vem sendo desenvolvido no câmpus da Ufla é com a sobra do colágeno, que está sendo usada como fertilizante. “O colágeno é rico em proteína e constitui uma boa fonte de nitrogênio, ideal para fazer as plantas crescerem”, acrescenta.

Luiz Carlos garante que nesse processo de separação dos materiais, é possível reaproveitar 99,6% do cromo usado no curtimento, reutilizando o elemento químico no processo produtivo. “Minas produz mais de 160 mil toneladas anuais do rejeito e, grande parte dos curtumes no estado não segue as exigências ambientais de disposição do resíduo – classificado como classe I e perigoso, segundo as regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que exige que esse tipo de material seja levado e tratado em aterros especiais”, complementa o pesquisador. Ele vem estudando a questão dos resíduos de curtumes há anos, mas o trabalho tomou forma quando chegou ao departamento de química da Ufla, em 2004.

Piloto

A planta-piloto, onde testam a técnica para produção em escala industrial, está instalada em Divinópolis, a 137 quilômetros de Belo Horizonte e tem 200 metros quadrados, com um reator químico e outros equipamentos. De acordo com os pesquisadores, sete curtumes das regiões Sul e Oeste de Minas participam da experiência.

Testes mostram que é possível extrair 30 quilos de cromo em cada tonelada de couro – a mesma concentração a 3% usada no curtimento. Para Luiz Carlos, o aproveitamento da pesquisa pelo mercado é promissor. “Com as experiências que já fizemos O trabalho teve financiamento de R$ 310 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e do Sebrae. Recentemente, cerca de R$ 150 mil foram aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig).  
 
(Por Cristiana Andrade, Estado de Minas, 23/09/2007)




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