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tecnologias limpas
2007-09-21

O balanço de 15 anos da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Rio-92) revela poucos avanços em termos de transferência de tecnologia e investimentos em projetos de desenvolvimento limpo. A avaliação foi feita à Agência Brasil pela pesquisadora Suzana Kahn, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integrante do Painel Intergovernamental sobre Mudanças do Clima (IPCC), da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Em termos de transferência de tecnologia, praticamente não há (avanço). O que há em termos de transferência de tecnologia acaba sendo por outras razões que não climáticas”, disse Khan. Ela participou, na quarta-feira (19/09), da Conferência Internacional Rio + 15, promovida pela empresa EcoSecurities, especializada em iniciativas internacionais de mitigação dos gases do efeito estufa.

A pesquisadora advertiu que a questão de transferência de tecnologia na área de biocombustíveis, por exemplo, está mais ligada à criação de um mercado e ocorre mais entre os países em desenvolvimento (“países do Sul”) e não entre países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Ela afirmou, entretanto, que não vê isso como um mau sinal. “Quinze anos são uma escala de tempo relativamente grande para nós, mas para mudanças dessa ordem é pouco tempo. É natural que isso demore a acontecer, porque o nível de incerteza é muito grande acerca do fenômeno do efeito estufa, da relação do aquecimento global com as atividades humanas”, afirmou.

Tudo isso faz com que a negociação se torne mais difícil, analisou a pesquisadora. Ela avaliou, porém, que com a agilização das negociações a tendência é haver um fluxo maior de investimentos e de transferência tecnológica nessa área.

No dizer de Suzana Khan, é positiva a inauguração do Mercado Brasileiro de Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa (MBRE), programada para quarta-feira que vem (26/09), com a realização de um leilão internacional a partir de projeto com aterro sanitário da prefeitura de São Paulo na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F).

Segundo Khan, a Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, já negocia uma série de papéis associados à redução de emissões. Trata-se de um mercado voluntário, que não está sob o âmbito da Convenção do Clima das Nações Unidas e que se apresenta mais ativo também por não ter a regulamentação e o “engessamento” que o Protocolo de Quioto dá em projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), explicou. “Esse mercado avança muito mais rapidamente”.

A pesquisadora avaliou que tudo que se faz no sentido de criar mercado e também trazer a discussão do assunto de mudanças climáticas e de carbono para a sociedade sempre traz benefícios, “nem que seja para difundir a informação”.

Isso faz com que as pessoas comecem a se dar conta do problema, favorecendo inclusive sua mudança de comportamento e passando a exigir das empresas uma produção mais eficiente, um processo ambientalmente mais correto, afirmou. “E até mesmo o comprometimento que as pessoas começam a esperar dos seus governantes, o que é muito importante. Então, na hora de eleger um representante, você já procura ver se há um comprometimento daquela pessoa com a questão do aquecimento global. Isso é uma novidade”, manifestou.

Suzana Khan diz que não se deve esperar a solução de todas as questões pendentes, em termos globais, com a realização em dezembro, na Indonésia, de encontro dos ministros do Meio Ambiente dos países signatários da convenção da ONU. No evento, os ministros deverão definir metas de redução de emissão de gás carbônico (CO2) para os próximos anos.

“Para mim, é positivo. Mas, se as pessoas criam às vezes uma expectativa muito grande, elas acabam se frustrando”, frisou. No dizer da pesquisadora do IPCC, se a reunião em Bali for encarada como um processo e não um fim, “há um avanço”.

(Por Alana Gandra, Agência Brasil, 20/09/2007)


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