(29214)
(13458)
(12648)
(10503)
(9080)
(5981)
(5047)
(4348)
(4172)
(3326)
(3249)
(2790)
(2388)
(2365)
etanol
2007-09-11
Empresas multinacionais do ramo de biocombustíveis com sede no Estados Unidos estão tendo dificuldade de entrar no mercado brasileiro por causa da relutância de famílias proprietárias de vastas plantações em vender suas terras, de acordo com reportagem na edição desta segunda-feira do The Wall Street Journal.

"Um punhado de potenciais investidores" foram ao Brasil, "inclusive gigantes de commodities, de fundos de hedge e empresas do ramo de energia", diz o jornal americano. "Até os fundadores da Google Inc. vieram dar uma olhada."

Mas "estão se chocando com uma realidade concreta: famílias como a do Sr. Junqueira Franco, que controlam os recursos canavieiros há décadas, até séculos. Muitas não querem vender, outras estão pedindo preços estratosféricos por operações cheias de problemas."

"O Sr. Junqueira Franco, um fundador da Companhia Açucareira Vale do Rosário (...) recebeu ofertas de vários interessados. Inclusive uma oferta de US$ 775 milhões por sua empresa da gigante das commodities Bunge Ltda, sediada em Nova York. Mas o Sr. Junqueira Franco, cuja família chegou ao Brasil por volta de 1700 (...) disse que nunca vai vender (as terras que possui em São Paulo)."

Essas dificuldades estão impedindo que algumas grandes empresas estrangeiras "entrem no promissor mercado de etanol do Brasil através de aquisições, forçando-as a desenvolver seus próprios projetos do princípio".

"Com vastas terras, baixos custos de produção e experiência na produção de etanol, o Brasil é visto por muitos como o país com maior capacidade para satisfazer a demanda mundial", diz a reportagem assinada por Antônio Regalado e Grace Fan, a partir de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo.

Os repórteres lembram que "os Estados Unidos e outros países esperam substituir até 15% de sua gasolina doméstica por etanol em uma década".

"Mas a resistência a estrangeiros pode afetar a rapidez com que grandes quantidades de etanol brasileiro barato comecem a chegar à frota automotiva mundial", diz a reportagem.

"Dificuldades"

Entre os problemas apontados na reportagem para a entrada de estrangeiros no mercado brasileiro de biocombustíveis está a forma como os engenhos são administrados.

"A indústria açucareira e de etanol é gerenciada informalmente e é altamente fragmentada", o que "não é ideal para o investidor estrangeiro".

"Com freqüência os engenhos não têm contabilidade confiável e enfrentam disputas fiscais e dívidas", disse a reportagem, atribuindo tal comentário a investidores estrangeiros.

Disputas trabalhistas também seriam um obstáculo, diz o The Wall Street Journal. "A maior parte da cana-de-açúcar ainda é cortada manualmente - um trabalho exaustivo que enriqueceu donos de engenhos por séculos, mas pode expor companhias internacionais a processos judiciais."

"Os donos de engenho do Brasil enfrentam alguma pressão política para não vender (suas propriedades)", diz a reportagem. "Aloizio Mercadante, um poderoso senador de São Paulo, chamou recentemente a ação dos donos de engenho que venderam (as propriedades) de 'incrível e incompreensível'."

"Analistas dizem que o Brasil precisa de bilhões de dólares em investimentos para expandir a produção e construir dutos, portos e outras partes da infraestrutura de que precisa para se tornar o fornecedor de etanol do mundo", afirma o artigo.

"Grandes companhias, que possuem um melhor acesso a crédito e capital, também podem ajudar a consolidar, modernizar e expandir a indústria de etanol do Brasil", diz a reportagem do The Wall Street Journal.

(BBC, 10/09/2007)

desmatamento da amazônia (2116) emissões de gases-estufa (1872) emissões de co2 (1815) impactos mudança climática (1528) chuvas e inundações (1498) biocombustíveis (1416) direitos indígenas (1373) amazônia (1365) terras indígenas (1245) código florestal (1033) transgênicos (911) petrobras (908) desmatamento (906) cop/unfccc (891) etanol (891) hidrelétrica de belo monte (884) sustentabilidade (863) plano climático (836) mst (801) indústria do cigarro (752) extinção de espécies (740) hidrelétricas do rio madeira (727) celulose e papel (725) seca e estiagem (724) vazamento de petróleo (684) raposa serra do sol (683) gestão dos recursos hídricos (678) aracruz/vcp/fibria (678) silvicultura (675) impactos de hidrelétricas (673) gestão de resíduos (673) contaminação com agrotóxicos (627) educação e sustentabilidade (594) abastecimento de água (593) geração de energia (567) cvrd (563) tratamento de esgoto (561) passivos da mineração (555) política ambiental brasil (552) assentamentos reforma agrária (552) trabalho escravo (549) mata atlântica (537) biodiesel (527) conservação da biodiversidade (525) dengue (513) reservas brasileiras de petróleo (512) regularização fundiária (511) rio dos sinos (487) PAC (487) política ambiental dos eua (475) influenza gripe (472) incêndios florestais (471) plano diretor de porto alegre (466) conflito fundiário (452) cana-de-açúcar (451) agricultura familiar (447) transposição do são francisco (445) mercado de carbono (441) amianto (440) projeto orla do guaíba (436) sustentabilidade e capitalismo (429) eucalipto no pampa (427) emissões veiculares (422) zoneamento silvicultura (419) crueldade com animais (415) protocolo de kyoto (412) saúde pública (410) fontes alternativas (406) terremotos (406) agrotóxicos (398) demarcação de terras (394) segurança alimentar (388) exploração de petróleo (388) pesca industrial (388) danos ambientais (381) adaptação à mudança climática (379) passivos dos biocombustíveis (378) sacolas e embalagens plásticas (368) passivos de hidrelétricas (359) eucalipto (359)
- AmbienteJá desde 2001 -