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cvrd
2007-08-14

Não há mais como ignorar os prejuízos causados pela Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) ao meio ambiente. Desta vez, o estrago foi constatado pelo jornal "O Globo" e, pela primeira vez, denunciado pelo fotógrafo Sebastião Salgado, que, indignado, lamentou o desvio do rio Doce em Aimorés, sua cidade natal. Ele classificou a intervenção como uma violência.

Para fazer a Usina Hidrelétrica de Aimorés, a CVRD e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) desviaram o curso d'água do Rio Doce por nove quilômetros, no trecho que banhava a cidade. A medida trouxe prejuízos ao meio ambiente, mudou forma de vida da região e a cidade não ganhou em nada. A Vale só começará a pagar o ICMS da usina, que funciona há três anos, em 2008.

Para o fotógrafo Sebastião Salgado, "ninguém tem o direito de destruir a maneira de viver de uma comunidade", e o que se vê na cidade, atualmente, é o "cadáver de um rio". No local, restou apenas areia, pedra e poucas poças dágua. Promessas feitas antes da construção do empreendimento também nunca foram cumpridas. Os moradores esperam há anos a construção de um espelho dágua prometido pela empresa.

A usina também trouxe prejuízos ao Espírito Santo, que assiste ao desequilíbrio no fluxo das águas do Rio Doce. Para aumentar a capacidade de produção de energia à noite, a usina fecha totalmente as comportas da barragem durante o dia. O procedimento já chegou a comprometer o abastecimento de água nas áreas ribeirinhas, como em Colatina. A situação se agrava no período de seca.

A ex-famosa Cachoeira do Raio, no município de Baixo Guandu, noroeste do Estado, ficou com menos de 10% da água que corria no local, virou um esqueleto de pedras.

Não bastasse o comprometimento e até a destruição de um trecho do rio, como acontece em Aimorés e nos demais estados banhados pelo rio, o empreendimento destruiu vegetação nativa. Nas chuvas, há carreamento de terra por falta de cobertura vegetal, o que provoca o assoreamento do rio.

A construção da usina teria que ser feita no Espírito Santo, segundo indicação técnica. Mas houve manobra, com a conivência dos governos do Espírito Santo e Minas Gerais, e a Cemig conseguiu licença do Ibama para fazer a construção em Minas Gerais. A Cemig e o governo mineiro tinham a clara intenção de não dividir o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), estimado em R$ 2,5 milhões a R$ 3 milhões, mensalmente, a ser gerado pela hidrelétrica, com o Espírito Santo.

A Usina Hidrelétrica de Aimorés tem capacidade instalada de 330 MW (dividida entre três turbinas 110 MW, cada). Foi construída pelo consórcio Companhia Vale do Rio Doce (CVRD - 51%) e Cemig (49%).

(Por Flávia Bernardes, Século Diário, 13/08/2007)

http://www.seculodiario.com.br/arquivo/2007/agosto/13/index.asp


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