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manguezais mata atlântica
2007-07-13
Levantamento do governo federal vai detectar áreas preservadas e degradadas do bioma, que se estende do Amapá a Santa Catarina

A área de Mangue no Brasil — 13,4 mil quilômetros quadrados, quase o mesmo que metade de Alagoas — deve ser mapeada pelo governo federal até o fim de 2008. O raio-x tem o objetivo verificar as condições da fauna e da flora do bioma, do qual dependem direta ou indiretamente cerca de 4 milhões de pescadores.

O levantamento vai ajudar a fiscalizar as regiões ainda preservadas e permitir que sejam elaboradas políticas públicas para recuperar as áreas degradadas. A estimativa do Ministério do Meio Ambiente é de que 25% da área de Mangue do país esteja destruída. O Brasil abriga 9% dos manguezais do mundo.

“Os manguezais, junto com os recifes de corais, são os maiores berçários do ecossistema marinho. Eles fazem uma interface entre o ambiente costeiro e o marinho e são importantes ecossistemas para a preservação costeira. Existem estudos que mostram que as áreas com Mangues preservados foram as menos atingidas pelo tsunami”, diz Ana Paula Prates, coordenadora do Núcleo da Zona Costeira e Marinha da Secretaria de Biodiversidades e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. O órgão coordena o projeto, chamado GEF Mangue, em parceria com outras instituições, como o PNUD e o GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente, na sigla em inglês).

Não há estimativas precisas sobre quanto da área do bioma foi destruída em razão da criação de camarão (carcinicultura) desordenada, pelo desmatamento, pela poluição e pela construção de novos empreendimentos imobiliários. “Ainda existe uma visão de que os manguezais são sujos e que é melhor aterrar”, diz Ana Paula. “Hoje, não temos informações muito precisas [sobre o quanto está preservado], só imagens via satélite da região. Pretendemos fazer um estudo mais aprofundado que possa mostrar em quais lugares os manguezais ainda estão preservados. Aí, poderemos usar esse mapeamento para monitorar melhor a cobertura vegetal dos Mangues”, completa.

O projeto prevê outras ações além do mapeamento. Cinco áreas experimentais foram selecionadas para abrigar iniciativas piloto, que depois serão aplicados em outras regiões. “A idéia é construir mosaicos formados por conjuntos de unidades de conservação. Serão cinco deles, e de cada um deverá sair um exemplo de modelo para as outras áreas”, explica a coordenadora. As regiões piloto somam 5.680 quilômetros quadrados, quase metade de toda a região de Mangue do país.

Duas delas ficam no Pará. Uma unirá nove reservas extrativistas, onde será feito um plano para que os pescadores possam exercer a atividade de forma sustentável. Outra vai elaborar um projeto de integração da gestão de recursos hídricos com os manguezais. “Um dos fatores que mais impactam o Mangue é a poluição da bacia hídrica. Se não preservarmos os dois locais, não adianta”, ressalta Ana Paula.

No litoral do Maranhão, dentro de uma reserva extrativista que compreende 16 municípios, será elaborado um zoneamento ecológico e econômico — divisão da região em zonas com diferentes perfis para indicar quais tipos de ações são mais adequadas para cada uma delas — e fortalecido o Conselho da Área de Preservação Ambiental.

No delta do Parnaíba, em uma área que engloba Piauí, Ceará e Maranhão, a iniciativa piloto vai elaborar um plano de manejo sustentável do caranguejo-uçá e buscar alternativas econômicas à criação do crustáceo. Outra iniciativa piloto será implantada numa região que compreende São Paulo e Paraná e que abriga 33 unidades de conservação na zona costeira. Nela, serão fortalecidos os conselhos gestores locais e elaboradas iniciativas para incentivar o ICMS Ecológico (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços — que pressupõe que parte do valor arrecadado com o imposto seja revertida para ações de preservação do meio ambiente).

O GEF Mangue vai durar cinco anos, a partir de junho deste ano, quando foi aprovado pelo GEF. Ele receberá do organismo uma verba de US$ 5 milhões e terá uma contrapartida de US$ 15 milhões dos outros parceiros. (PrimaPagina)

Manguezal
O manguezal é um ecossistema costeiro e tropical, composto por um pequeno número de espécies de árvores e que se desenvolve principalmente nos estuários e na foz dos rios, onde a água do mar chega, mas as ondas não. Por isso, ele é usado por inúmeras espécies como área de alimentação e de procriação.

O Brasil tem uma das maiores extensões de manguezais do mundo. Até a década de 70, a destruição desse ecossistema foi constante, já que eles eram considerados locais sujos, com florestas escuras, barrentas e cheias de insetos. Por isso, parte dos manguezais foi aterrada e sua área aproveitada para a construção de portos e outros empreendimentos.

(Por Talita Bedinelli, do PNUD, Envolverde/Pnud, 13/07/2007)



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